Danielle Garcia não vê motivos para sair do Deotap
Cotidiano 24/04/2017 10h42 - Atualizado em 24/04/2017 11h13Por Fernanda Araujo e Will Rodriguez
Nas últimas semanas muito se especulou que a delegada Danielle Garcia iria pedir para sair da coordenação do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap). Segundo a delegada informou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (24), não há perspectivas de mudança e ela permanece no Deotap.
“A gente pretende continuar o trabalho que começou, não há porque encerrar, não há nenhuma razão para isso. A gente vai com o mesmo afinco e mesma dedicação dar continuidade a todas as investigações”, comenta a delegada.
Setores da imprensa já haviam dado como certa a saída de Danielle, após as alterações feitas pelo governo de Sergipe na direção da Secretaria de Segurança Pública e na Delegacia Geral, às vésperas da divulgação dos resultados da Operação Babel.
A delegada nega qualquer indicativo de pressões externas ou internas para sua saída ou para o recuo nas investigações.
“Até porque se houvesse, o que não vai ser o caso, eu mesma pediria para sair, não teria nenhuma razão de continuar. Vocês conhecem meu trabalho e sabem que eu não aceitaria qualquer tipo de intervenção. A ideia é que a gente continue e vamos dar sequência a todas as investigações. Não há recuo em nenhum milímetro do que está sendo feito”, garante.
Apesar disso, a delegada diz que geralmente pessoas que são investigadas de alguma forma tentam intimidar e barrar o trabalho da polícia, o que cabe à Secretaria de Segurança não deixar que aconteça. “As pessoas investigadas realmente procuram outras pessoas, outras autoridades, fazendo pedidos que de alguma forma interfiram, a gente ouve falar disso, mas eu pessoalmente, não”.
Como reação aos rumores sobre a saída de Danielle Garcia nas redes sociais, internautas criaram uma petição pública pela manutenção da delegada na função e ainda marcaram para hoje um ato em frente ao departamento. Em entrevista, ela agradeceu o apoio.
“Eu fico feliz, vejo que o apoio da população é importante, é válido, a gente está num momento muito conturbado no país, de combate à corrupção. Os órgãos têm que continuar investigando. Até pedi ao pessoal para não fazer manifestação porque eu vou ficar, mas eles insistiram, só queria que não parecesse autopromoção, não sou eu que estou mobilizando. Sou uma pessoa muito discreta, muito tranquila, vivo do meu trabalho e pra minha família. Por estar nas investigações se paga um preço alto. Enquanto estiver nessa caminhada estarei de corpo e alma, como sempre estive”, afirma.

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