CUT/SE pede transparência ao Governo sobre a Previdência do Estado
Cotidiano 20/02/2014 12h45Por Fernanda Araujo
Com o objetivo de discutir os gastos com a Previdência em Sergipe e o chamado limite prudencial no qual o Estado se encontra, argumentado pelo Governo para não dar o reajuste salarial aos servidores, a Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) convocou, na manhã desta quinta-feira (20), todos os sindicatos da esfera pública como dos auditores fiscais, independentes de serem filiados, para construir uma agenda de luta unificada.
O presidente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Luiz Moura, foi convidado a apresentar em dados a gravidade econômica do Estado sobre a questão da aposentadoria, já que, segundo o próprio órgão, Sergipe tem o maior PIB do Nordeste. “Se não houver uma reação forte dos trabalhadores, no futuro muita gente pode se aposentar e não ter o seu salário pago. Isso é gravíssimo”, diz o presidente da CUT, Rubens Marques (foto), afirmando que pouco se fala sobre quem saqueou os recursos da Previdência de Sergipe, que nem sempre foi deficitária.
“Pelo contrário, a Previdência do Estado sempre foi superavitária. A questão é que os governadores no passado depositavam o dinheiro numa conta única o Ipes Previdência e o Ipes Assistência. Pegavam o dinheiro da Previdência e iam gastando na assistência gerando todo esse problema. Sem contar que o Ipes emprestava dinheiro ao próprio Estado, então chegou a uma situação extremamente complexa e quem não pode p
agar com essa situação é o trabalhador”, afirma.A CUT pede transparência e quer saber do Governo quantos cargos de comissão há no Estado, onde estão e quanto ganham, e se são necessários. Os trabalhadores afirmam que só aceitam que o Estado está no limite prudencial, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, quando tiverem acesso às contas.
“Eu não estou dizendo que o Governo está mentindo quando diz que não pode pagar, mas é difícil para o trabalhador acreditar quando não tem acesso aos números. Não poder pagar é uma coisa, provar isso é outra bem diferente”, disse Marques.
No ano passado, o Sindicato dos Auditores Fiscais já havia sinalizado uma manipulação do Governo sobre as receitas do Estado e atentou para a receita corrente líquida, onde R$ 213 milhões de reais desapareceram. (Veja matéria relacionada, abaixo)
Com relação à revisão salarial, briga constante dos sindicatos, Marques relata que o primeiro erro da administração foi não reativar a mesa de negociação permanente formada no início do governo Marcelo Déda e que deixou de funcionar até agora no governo Jackson. A CUT pede que o Governo retome a mesa de janeiro a janeiro e propõe aos servidores uma data base para a discussão de forma única.
“Com a formatação de negociação imposta pelo Governo é difícil avançar porque os sindicatos discutem isoladamente as pautas. Não tem como não ter greve na situação atual, o Governo só começa a discutir o problema a partir dele já instalado. A mesa permanente formada pelo Governo e pelos sindicatos vai dirimindo os problemas e ajustando”, analisa Marques.
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