CUT/SE e Petroleiros defendem caráter público da Petrobras
Cotidiano 17/01/2015 08h00Trabalhadores da Petrobras, sindicalistas filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da oposição petroleira em Sergipe dialogaram com a população do Centro de Aracaju na manhã de ontem (16), durante a primeira manifestação realizada em Sergipe em defesa da Petrobras, dos petroleiros e pela prisão dos culpados por desvio de recursos da maior empresa do mundo de capital aberto e produtora de petróleo.
SINDISERVE GLÓRIA, STASE, GRUPO ATITUDE, SINDISERVE MACAMBIRA, FETAM, SINTRADISPEN/SE, SINDIJOR, SINDASSE, SINTESE, SINDIJUS, SINDTIC/SE, SINDIPETRO/BA, SINDIPETRO/PE –PB, SINDIPETRO- NORTE FLUMINENSE e o Mandato da deputada estadual Ana Lúcia e do vereador de Aracaju, Iran Barbosa, também participaram da construção do ato.
A diretoria da CUT/SE participou da construção do ato por compreender que todos os culpados por desvio de dinheiro público devem ser punidos. De diferentes formas, os diretores da CUT/SE reconheceram a importância da Petrobras para a economia sergipana e brasileira, e também as ações para o desenvolvimento social, preservação ambiental, incentivo ao esporte, educação, saúde e cultura através da promoção de parcerias, projetos e diversas oportunidades para a população.
O petroleiro Ivan Calazans, filiado à FUP, membro da Oposição Petroleira Sergipe, contou que importantes companheiros vieram até Aracaju para participar da manifestação, como o secretário de Comunicação da FUP, Francisco José; o candidato ao Conselho de Administração da Petrobras, Deyvid Bacelar e o petroleiro vereador em Alagoinhas, Radiovaldo Silva.
O petroleiro Luís Antônio Lourenzon, SINDIPETRO PE/PB, fez um resgate histórico dos anos 90, quando a empresa estava sendo preparada para a privatização. “Naquele período não havia concurso público todo ano como vemos hoje, mas demissões para ‘enxugar a máquina’. O interesse do Governo Federal era privatizar. Com o Governo Lula começamos a vivenciar a situação inversa. O Governo passou a investir na Petrobras, na categoria, na contratação de mais trabalhadores. A descoberta do pré-sal é um dos resultados deste investimento. Agora estamos num processo de eleição do trabalhador que vai integrar o Conselho de Administração da Petrobras, outra conquista dos petroleiros no Governo Lula, um avanço democrático”, avaliou.
Lourenzon apontou desafios do movimento sindical dos petroleiros, como a terceirização de serviços dentro da Petrobras estabelecendo vínculos de trabalho precários. “Queremos avançar, mas não podemos aceitar que a oposição use a mídia de forma covarde para difundir que a Petrobras é a pior empresa do mundo, é uma empresa de pessoas desonestas... Estamos nas ruas cobrando que os culpados sejam punidos e mostrando nossa disposição de lutar por uma Petrobras pública, a serviço do desenvolvimento econômico e social da população brasileira”, frisou.
Conjuntura
O petroleiro, diretor do SINDIPETRO Norte Fluminense, filiado à FUP, Raimundo Teles, alerta que a campanha midiática contra a Petrobras acontece no momento que empresa brasileira acaba de bater novo recorde produzindo em média 2 milhões e 200 mil barris de petróleo por dia – resultado que aponta para um futuro de muito mais produtividade.
“O pano de fundo da atual ofensiva midiática contra a Petrobras é que a empresa é a detentora exclusiva da exploração do pré-sal, objeto de cobiça das nações imperialistas que se articularam com grandes produtores de petróleo do mundo árabe para forçar a queda do preço do barril de petróleo tentando inviabilizar a exploração do petróleo existente nesta camada do pré-sal, além de desestabilizar nações como o Brasil que formam um novo bloco de economia independente, tendo o petróleo como pilar de sua economia”, analisou.
Raimundo Teles avalia que a oposição ao Governo Federal não demonstra responsabilidade nenhuma com a Petrobras e todo benefício real e potencial desta empresa para a população brasileira, o que se torna evidente tanto pelos sucessivos ataques à Petrobras quanto pela defesa da implantação de um Regime de Concessão que permite a exploração indiscriminada do pré-sal. “Defendemos o Regime de Partilha no qual o Brasil divide o direito de explorar, mas fica com parte do que for produzido aqui. Esta é a defesa de quem tem compromisso com o Brasil. Nós, petroleiros, continuaremos nas ruas dialogando com a população para esclarecer o que está em jogo: a defesa da Petrobras e o fortalecimento do caráter público desta grande empresa brasileira”.
Outras manifestações em defesa da Petrobras e pela punição de quem desviou recursos da empresa foram realizadas no Rio de Janeiro, em Natal, São Paulo e Salvador. Nas próximas semanas os petroleiros organizam atos públicos nas cidades de Recife e João Pessoa.
Fonte e foto: CUT/SE

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