‘Cultura do macho’ é a grande inimiga da saúde do homem
Cotidiano 15/07/2015 12h45

Por Elisângela Valença

Boa alimentação e atividade física servem para manutenção da boa saúde, mas não são os únicos cuidados necessários. Exames e acompanhamento médico também são importantes. O que é uma rotina para a mulher, para o homem é um suplício - tanto que a motivação da criação do Dia Nacional do Homem, comemorado hoje (15), é conscientização para o cuidado com a saúde.

“A ideia é justamente chamar a atenção do homem para o cuidado com a própria saúde”, disse Ana Carolina Miranda, coordenadora da Saúde do Homem da Secretaria Municipal de Saúde. Tudo isso por conta da ‘cultura do macho’, característica marcante da sociedade patriarcal.

“A sociedade tem o homem como provedor, o forte, o protetor e esse homem acha que nunca vai adoecer, que não pode faltar ao trabalho porque ele é o provedor e não vai aos serviços de saúde”, disse Ana Carolina. “Quando o homem adoece, ele esconde a doença e demora a procurar atendimento e, quando procura, a doença já está agravada e com dificuldade de cura”, acrescentou.

“O homem hoje está adoecendo muito cedo e as doenças estão se complicando justamente porque não procura os serviços básicos de saúde, entrando na rede através do atendimento especializado ou hospitalar”, disse. “A ideia é que o homem procure atendimento básico, para que se diminuam as complicações das doenças”, comentou.

Além das doenças do aparelho circulatório (hipertensão, diabetes e outras) e do câncer (de pulmão, do aparelho digestivo e de próstata), a violência, seja como agressor, como vítima (tanto no ambiente público, quanto no privado) e acidentes de trânsito compõem as principais causas de doenças e de morte entre os homens. “São pontos ligados às questões culturais. O homem é criado para não levar desaforo para casa e se envolve em agressões, em acidentes de trânsito, especialmente com motos”, disse Ana.

“Essa cultura de gênero onde o homem tem mais poder, que o homem tem que ser forte, não deve chorar, que não adoece leva o próprio homem a pagar um preço muito alto, buscando atendimento quando a doença está avançada e com uma expectativa de vida de sete anos a menos que a mulher”, reforçou. 

De acordo com ela, a saúde do homem ganha um destaque maior no segundo semestre, com o Dia do Homem, Dia dos Pais, Novembro Azul, oportunidades em que e a saúde pública intensifica ações para estimular o homem a trabalhar com o cuidado e a prevenção.

Durante este mês de julho, a SMS está desenvolvendo uma série de atividades dentro e fora das unidades de saúde, como a que aconteceu hoje no Esquadrão de Polícia Montada da Polícia Militar de Sergipe (EPMon/PMSE), que levou palestra, folheteria educativa, preservativos e testes rápidos de HIV e Sífilis.

“Informação é sempre bem-vinda. O homem precisa se preocupar e cuidar da própria saúde”, disse o capitão Giovani Pinto, sub-comandante do EPMon. Ele é parte da minoria masculina que cuida da saúde. “Estou sempre fazendo exames, check up, me mantenho atualizado sobre prevenção de doenças”, comentou.

 

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