Crise repercute forte sobre a construção civil em Sergipe
Cotidiano 09/06/2015 16h29O setor da construção civil está com dificuldades em 2015. Com a economia brasileira sofrendo ajustes e estando em baixa no momento, além das novas políticas com relação aos empréstimos da Caixa e do uso do FGTS pelo crescente número de desempregados. Acrescente a essa desastrosa mistura, as denúncias de corrupção de parte das grandes construtoras do país. Está aí o cenário da crise instalada no segmento no país.
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na última semana, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor da construção civil demitiu 609 mil pessoas, dentre empregos formais e informais, no trimestre encerrado em abril. Uma queda de 7,6% no nível de emprego com relação ao mesmo período no ano passado. É o setor que mais dispensou trabalhadores em todo Brasil. O número de desempregados hoje é de aproximadamente 8 milhões de pessoas.
Nesse cenário, nem só as construtoras são atingidas, mas toda cadeia produtiva do setor. A indústria de cerâmica vive um péssimo momento. “Trabalho há 40 anos nesse segmento e essa é a pior crise que já vi. A grave crise econômica juntamente com a política adotada pelo Governo Federal fez um grande estrago para o setor. Estou trabalhando com 60% do funcionamento da fábrica e há iminência de demissão por boa parte das olarias em Sergipe”, afirma o empresário José Abílio Guimarães. Um dos fatores apontados por ele para esse declínio é a mudança do percentual de empréstimos da Caixa visando a compra de imóveis, que caiu de 90% para, em alguns casos, até 50%, causando a queda no número de contratos. E por consequência, uma baixa no ramo da construção civil.
A presidente Dilma Rousseff lança hoje, no Palácio do Planalto, o plano de concessões que pretende injetar de R$ 130 bilhões a R$ 190 bilhões na economia, com obras nas áreas de infraestrutura e logística. Aeroportos, rodovias, ferrovias, portos serão beneficiados com a nova iniciativa do Governo Federal e há expectativa que lance alguma luz sobre o combalido segmento da construção civil no Brasil.

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