Crime no Huse: Delegada conclui primeira parte do inquérito
Cotidiano 08/05/2012 11h33Por Mirella Mattos
Em coletiva para anunciar à imprensa a conclusão do inquérito dos homicídios realizados no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), a delegada Tereza Simony, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa Humana (DHPP), informou que devido às dificuldades para a apuração do caso e mediante o curto prazo, esse foi dividido em duas partes a fim de facilitar a averiguação.
“Não daria para apurar os dois delitos nesse prazo. O crime ocorrido contra Jailson, na avenida Santa Gleide, será apurado. A novidade que se tem realmente é sobre essa divisão porque eu preciso fazer as ouvidas com mais profundidade”, explica a delegada.
Durante 10 dias de investigação foram ouvidas 44 pessoas, entre policiais, funcionários e pacientes do Huse, o que, segundo Tereza, serviu para montar um panorama aproximado do ocorrido.
Cenário
Segundo a delegada, o cenário do crime teria sido da seguinte forma: “O Ralf chegou à sala de sutura e apontou os envolvidos da avenida Santa Gleide para o tio. Essas pessoas apontadas foram mortas pelo tenente Genilson e o soldado Jean, que efetuaram os disparos enquanto o Ginaldo segurou uma das vítimas”, relata e acrescenta que duas das armas de calibre 40 utilizadas na execução pertencem à Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Questionada se a utilização dessas armas representa algum agravante, a delegada negou a possibilidade: “Para a prática do crime isso é indiferente, talvez tenha relevância para o inquérito militar, mas para o nosso inquérito não”.
Prisão preventiva
Ainda conforme informações prestadas por Tereza, todos os envolvidos no crime estão presos preventivamente, sendo que o tenente Genilson e o soldado Jean estão no Presídio Militar (Presmil) e Ralf e Ginaldo estão em uma unidade policial da capital não divulgada.
Imagem:Liliane Nascimento

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