Crime contra policial civil e comerciante no Abaís é elucidado
Cotidiano 16/01/2017 10h57 - Atualizado em 16/01/2017 11h41Por Fernanda Araujo e Will Rodriguez
A prisão dos acusados de latrocínio na praia do Abaís em Estância (SE), que vitimaram o policial civil José Fernando Vieira Dias, 63 , e a comerciante Maria José Silva de Freitas, 41, no domingo (8), foi detalhada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (16).
David dos Anjos Reis, 21, e o ex-presidiário José Damião dos Santos, vulgo “Galego”, foram presos na madrugada de sábado (14) em cumprimento aos mandados de prisão nos bairros Santa Maria e Mosqueiro, em Aracaju, e no município de Itaporanga D’Ajuda. Outros dois suspeitos, sendo um adolescente de 17 anos, morreram em confronto com a polícia após resistirem à prisão.
O delegado André David, do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), relata que três indivíduos invadiram o bar na praia do Abaís; dois armados renderam o policial e a proprietária do estabelecimento, que conversavam em uma mesa, já o terceiro acusado rendeu o marido da comerciante, no momento em que ele fechava o local para ir embora.
O policial reagiu ao assalto e disparou contra os criminosos, atingindo David no abdome e braço. No revide dos criminosos José Fernando foi atingido pelo adolescente. O outro assaltante, Emídio Tiago dos Santos Vidal, o “Paiaiá”, articulador do crime, tomou a arma do agente e atirou contra as vítimas. Os três fugiram em direção à pista, onde havia o quarto comparsa, os aguardando com um automóvel Fiat Uno, de cor verde escura.
Várias unidades policiais e colegas de trabalho do policial se mobilizaram para encontrar os envolvidos no crime. No bar foram encontradas manchas de sangue do criminoso atingido, como sendo de David, e o par de sandálias abandonado por ele. Segundo a polícia, David havia dado entrada no Hospital de Urgências de Sergipe, ferido por arma de fogo apenas duas horas após o fato.
Para a polícia ele alegou ter sido vítima de tiros após reagir a um assalto na porta de sua casa, no bairro Santa Maria, porém não havia registro da ocorrência. Após a comparação do material genético dele com as marcas de sangue no local do crime, e do depoimento da mãe, que confirmou ser de David o par de sandálias, não houve dúvidas da sua participação no crime.
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David confessou e apontou os outros envolvidos. “Cada um tinha um papel, o David não foi armado, era o responsável por recolher os objetos; o papel do Galego foi fornecer as armas ao grupo e levá-lo ao local. O Emídio e o adolescente que renderam as vítimas e efetuaram os disparos. O menor deu tiro na nuca do policial e pra não deixar testemunhas atirou na senhora; o Paiaiá, além de pegar a arma do policial, que já estava alvejado, deu um tiro na cabeça dele”, relata o delegado André David.
Segundo ele, o policial José Fernando foi reconhecido pelos criminosos por ser atuante na região, mas o objetivo do grupo era roubar o dinheiro e objetos do local.
Durante as investigações, a polícia foi informada que “Paiaiá”, que estava escondido em uma casa na zona rural de Itaporanga, estaria oferecendo uma pistola à venda pelo valor de R$ 5 mil, a mesma arma do policial. Ao cercar a residência, a polícia foi recebida a tiros, o suspeito foi alvejado e socorrido, vindo a morrer no Huse.
Emídio era ex-presidiário, acusado de roubos na região das praias de Aruana e Mosqueiro. Com ele foi apreendida a arma do agente.
Na residência do adolescente, que era sobrinho de Emídio e já tinha passagem por atos infracionais, ele reagiu e foi atingido pela polícia, morrendo no hospital. Com ele foi apreendido um revólver e dois tabletes de maconha prensada.

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