Crianças com intolerância à lactose estão desassistidas há cinco meses
Cotidiano 24/01/2013 07h08Por Marcio Rocha
As dificuldades da Secretaria Municipal de Saúde foram expostas pela nova secretária, Goretti Reis, que explicitou haver uma dívida no valor aproximado de R$ 50 milhões e 11 toneladas de medicamentos vencidos, entre outros problemas, vão além do que foi apresentado. De acordo com informações de uma mãe de criança com intolerância à lactose (glicídio em forma de açúcar contido no leite), o estoque de leite reconstituído com ausência do glicídio da Saúde municipal está esgotado.
“Minha filha está sofrendo com a falta desse leite e é uma alimentação muito cara. Eu não posso arcar com essas despesas. A prefeitura não tem o leite e não só a minha, como outras famílias estão sem saber o que fazer”, disse uma mãe para a reportagem F5 News.
Segundo informações, as crianças recebem 15 latas de leite reconstituído por mês. São cerca de 400 crianças assistidas com o leite especial. Todas estão enfrentando essa dificuldade.
Em resposta ao F5 News, a Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju, por meio de sua assessoria de comunicação, confirmou a ocorrência do problema. De acordo com a secretaria, o contrato com o fornecedor do leite especial não foi renovado e há cerca de cinco meses, as crianças dependentes do alimento não estão recebendo o alimento.
Foi feita uma tentativa de correção do problema com o auxílio da Secretaria de Estado da Saúde, que não pôde auxiliar a secretaria do município, por também estar com estoque baixo.
A assessoria confirmou que será realizado um processo licitatório em regime de urgência, confirmando que o leite para crianças com intolerância à lactose é um medicamento essencial para o desenvolvimento das mesmas.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
