Criadores da raça Santa Gertrudis receberão visita da ABSG
Cotidiano 20/10/2014 16h36A Associação Brasileira de Santa Gertrudis (ABSG) vem a Sergipe, entre 27 a 31 de outubro, com objetivo de fomentar o desenvolvimento e melhoramento da raça, acompanhar a qualidade genética e ainda participar da exposição agropecuária em Frei Paulo, município do agreste do Estado, onde estarão presentes Santa Gertrudis com genética sergipana.
A primeira visita da ABSG será à Fazenda Mangabeira, localizada em Japaratuba, destaque da raça no norte e nordeste brasileiros há 35 anos. A Associação selecionará animais para participar das próximas exposições, com destaque para Fenagro, Feira Nacional da Agropecuária. Essa fazenda é conhecida como o berço da Santa Gertrudis em Sergipe. Foi em 1979, que adquiriu os primeiros exemplares da raça, tendo como base a linhagem dos melhores criatórios do Brasil – King Ranch, Campos Sales, Carson Geld, Luiz Bannwart, Jorge Rudney Attala.
Serão realizadas visitas a outros criadores, nos municípios de Muribeca e Areia Branca, para orientação técnica e seleção de animais para cruzamento em outros Estados como Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantis. Além da participação, nos dias 29 e 30, na exposição agropecuária em Frei Paulo com intuito de realizar intercâmbio de técnicas e pesquisas, a fim de obter o melhoramento contínuo da raça e consequentemente um melhor mercado na produção econômica da carne, beneficiando criadores e consumidores.
De acordo com o superintendente técnico da Associação Brasileira de Criadores de Santa Gertrudis, José Arnaldo Amstalden, que representará a entidade nessa vinda a Sergipe, a dedicação à raça requer um trabalho técnico de avaliação sobre o tipo de animal almejado pelo mercado e necessidades de manejo para atingir padrões de precocidade e rusticidade imprescindíveis ao rebanho brasileiro. Nos últimos anos, foram importados sêmens dos Estados Unidos, Austrália e embriões da África do Sul, além do contato constante com criadores argentinos e paraguaios e presença em encontros periódicos para discutir melhorias para a raça.
Santa Gertrudis
A raça surgiu em 1929, no Texas (EUA), a partir do desafio de obter uma raça de gado de corte que conciliasse alta produtividade e rusticidade, adaptando-se, assim, ás duras condições climáticas do sul dos Estados Unidos. É a primeira raça sintética desenvolvida no hemisfério ocidental e o pontapé para o surgimento de outras importantes raças, como brangus, simbrasil, canchim e hereford. Chegou ao Brasil na década de 1950 e rapidamente ganhou espaço nas fazendas.
Além de se destacar pelas características de rusticidade, precocidade sexual e de acabamento, crescimento e habilidade maternal, a produção de carne do Santa Gertrudis é de alta qualidade e atrai criadores e consumidores em todo o país. Atualmente, mais de 50 países possuem a raça. África do Sul e Austrália são seus maiores produtores.
Associação Brasileira de Santa Gertrudis – ABSG
Fundada em 1961, com sede em São Paulo (SP), a entidade empenha-se em promover a raça no Brasil, orientar seus criadores e, acima de tudo, propiciar o mais perfeito controle dos rebanhos, a partir de critérios e técnicas adotados internacionalmente. No ano de 2013, a ABSG retomou o desenvolvimento do Programa de Melhoramento Genético em parceria com a Embrapa.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
