Crescimento dos homicídios desacelera em Sergipe, diz SSP
Cotidiano 20/01/2017 10h39 - Atualizado em 20/01/2017 12h59Por Will Rodriguez
No ano passado, mais de três pessoas foram assassinadas por dia em Sergipe. O número de homicídios chegou a 1.306, representando um avanço de 9% em relação a 2015.
Embora aponte o início de uma curva descendente, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) reconhece que os dados ainda estão distantes da meta que é frear o crescimento desse tipo de crime no estado.
O delegado-geral da Polícia Civil, Alessandro Vieira, aponta a redução da média de aumento dos casos de homicídio. Segundo a SSP, a média de crescimento nos últimos cinco anos era de 15%, esse ano caiu seis pontos percentuais. Em 2016, a polícia identificou meses específicos com a situação mais crítica.
“O mês de janeiro do ano passado, por exemplo, teve um desempenho ruim, depois tivemos um intervalo de dois meses no início do segundo semestre onde houve um período de atraso salarial e paralisações das polícias que resultaram em um prejuízo significativo para o desempenho. Conseguimos reduzir a média, ainda assim, queremos uma redução real”, observa Vieira.
Para tentar barrar a ação da criminalidade, o governo federal vai enviar 120 agentes da Força Nacional que vão começar a atuar em Aracaju a partir do próximo mês. A capital foi escolhida justamente por conta da mancha criminal.
“A Força Nacional vem sem um prazo definido de atuação, inicia seus trabalhos na metade do mês de fevereiro, mas não é a única solução para um problema tão complexo. Precisamos de várias coisas, dentre elas, a melhora do sistema prisional”, disse o delegado geral.
Prisões
Se o número de homicídios cresceu, também aumentaram as prisões. Foram 2.590 detenções, o que representa 27% a mais do que no ano anterior e uma pessoa presa a cada três hora e meia. O problema é que, nem sempre, essas pessoas permanecem sob a custódia do Estado.
“Em 2016 cerca de mil homens ficaram fora dos presídios, seja por fuga ou ausência de vagas, isso gera um prejuízo para a segurança pública, pois são indivíduos que têm o crime como meio de vida. Esperamos que esse problema seja reduzido com o forte implemento da ajuda federal para o sistema prisional e que possamos traduzir isto em resultados melhores e em vidas poupadas”, conclui Alessandro Vieira.

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