Cresce número de homicídios em Ribeirópolis (SE)
PM vai aumentar efetivo na região Cotidiano 24/04/2017 16h03 - Atualizado em 24/04/2017 17h18Por F5 News
Faz tempo que a vida no interior sergipano perdeu o sinônimo de tranquilidade. Em qualquer parte do estado, o que se ouve são relatos de uma violência desenfreada, que tem levado pavor à comunidades antes consideradas pacatas e até bucólicas.
O município de Ribeirópolis, no Agreste sergipano, abriga pouco mais de 17 mil habitantes e tem se destacado não pela sua produção agrícola ou por sua cultura, e sim pelo número de homicídios, que cresce de forma assustadora. Já se aproxima de 20 o número de mortes violentas registradas este ano. Roubos e assaltos também são frequentes, mesmo à luz do dia.
Através das redes sociais os moradores relatam o clima de medo e clamam por mais segurança e paz.
No perfil do facebook “Ribeirópolis como eu vejo”, o administrador passou a relatar quase que diariamente os casos de violência. Num recorte pequeno do mês de abril, pode-se observar: no dia 10, uma tentativa de homicídio; dia 11, homicídio no povoado Fazendinha, o jovem Ygor Farias foi morto a tiros; dia 13, também no Povoado Fazendinha, Júlio César foi morto dentro de casa; no dia 17, o caminhoneiro conhecido como Milton do Rato foi morto em frente a um bar, enquanto conversava com o irmão, que também foi baleado. Também no dia 17 um vigilante foi baleado; no dia 21, um duplo homicídio chocou a cidade, e no domingo 23 mais uma tentativa.
De acordo com o comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), Major Sidney Barbosa, a PM tem acompanhado a situação e depois de algumas reuniões com o Comando Geral e com o Comando do Policiamento do Interior (CPMI), foram traçadas metas e uma linha de combate para o município, que irá contar com unidades da Companhia Independente de Operações Policiais em área de caatinga (CIOPAC), do Grupo de Ações Táticas do Interior (GATI) e do Comando de Operações Especiais (COE).
O major destaca ainda que, apesar do crescimento do número de homicídios, houve uma redução nos roubos. E disse que a maioria dessas mortes no município está relacionada ao tráfico de drogas. Segundo ele, reduzir essa estatística não depende somente do trabalho da polícia.
“A PM está fazendo a sua parte, é certo que não podemos estar em todo lugar, mas já foram definidas metas em curto, médio e longo prazos para a redução dos índices de criminalidade, através do aumento da ação preventiva e ostensiva”, disse.

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