Da Redação
O corpo do Pedro Almeida Valadares Neto, o Pedrinho Valadares, de 48 anos, está sendo velado no Cemitério Colina da Saudade, no bairro Jabutiana, em Aracaju, desde a madrugada deste domingo (17). Vários amigos, familiares e autoridades políticas já passaram pelo velório em solidariedade à família. Sobre o caixão, a bandeira do Brasil, uma rosa branca e também uma fotografia de Pedrinho Valadares posando ao lado de Eduardo Campos, dentro da mesma aeronave que explodiu na quarta-feira, 13.
O corpo do ex-deputado federal e ex-secretário de Estado do Turismo, chegou por volta de 02h no Aeroporto Santa Maria, na Zona Sul de Aracaju. O avião C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB), veio do Recife em Pernambuco onde foram deixados os corpos de outras quatro vítimas do acidente aéreo em Santos-SP, que matou além do sergipano, outras seis pessoas, entre elas o então candidato à presidência pelo PSB, o ex-governador do Estado de Pernambuco, Eduardo Campos.
Na camisa branca, vestida por muitos, a foto do ex-deputado e a frase "Sergipe chora a perda de um grande defensor da nossa gente e da nossa terra”, que resume em poucas palavras a postura de Pedrinho durante a vida e carreira política. Como também explicou o vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado (PSDB). "Ninguém nunca ouviu falar nada que desabonasse a conduta de Pedrinho e quando os interesses de Sergipe estavam em jogo, ele sempre estava presente".
Para a jornalista Carla Passos, que trabalhou com Pedrinho na secretaria e no congresso, a característica principal dele era “a alegria”, “ele estava sempre sorrindo e isso me chamava a atenção”. “Nunca vi ele levantar a voz pra ninguém, sempre muito compenetrado e focado no trabalho, o que ele queria era resultado”, diz.
Segundo o jornalista e amigo de longa data, Marcelo Gomes, Pedrinho era apaixonado por música, sempre que estava em Aracaju tirava tempo para uma roda de cantoria com os amigos. Ele tinha um repertório extenso, mas puramente nacional, com músicas de Maria Betânia, Pinxinguinha, Lourdes Rodrigues e tantos outros. Marcelo conta que Pedrinho deixou um CD gravado, faltando apenas às finalizações da mixagem. “Ele amava a música, mas cantava por hobby”, disse. Para Marcelo a palavra que melhor define Pedrinho é “alegria”, “ninguém nunca encontrou Pedrinho mal humorado”.
Às 14h30, o arcebispo de Aracaju D. Palmeira Lessa fará um pronunciamento e às 15h o Padre Peixoto celebrará missa de corpo presente. Logo depois, acontece uma homenagem que será feita pelo músico Nino Karvan, atendendo ao pedido da viúva Simone Valadares. Com um violão Nino irá tocar canções que Pedrinho gostava de tocar e cantar durante os momentos de lazer com os amigos, como composições de Odair José, Roberto Carlos e Fernando Mendes. A previsão é que o corpo seja sepultado às 16h.

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