Coren/SE constata caos no Hospital Nestor Piva
Cotidiano 04/05/2017 18h45 - Atualizado em 04/05/2017 19h08

Por Sthephani Bispo

 O Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe realizou uma fiscalização nesta quarta-feira (03) no Hospital Nestor Piva, UPA Zona Norte, em Aracaju (SE). A vistoria foi realizada nas instalações do hospital pelos conselheiros regionais Ademir Pimentel Andrade e Maria Aparecida Vieira Souza, acompanhados da enfermeira fiscal Daniela Miranda, que constataram um "caos instalado no local", com "graves riscos a que estão expostos os profissionais e a população".

 Os setores inspecionados foram o de acolhimento e estratificação de risco, hidratação rápida, setores de observação masculino e feminino, internamentos, sala de estabilização, Central de Materiais e Esterilização (CME) e salas de sutura, ortopedia e curativos.

 Conforme a assessoria do Coren, os leitos de internamento são 24, mas só a metade está funcionando. Várias irregularidades foram encontradas, dentre elas as principais que causaram preocupações foram a inexistência do enfermeiro em setores obrigatórios, além de outros em condições inadequadas, a exemplo de pacientes acomodados em cadeiras plásticas, atendidos por um quantitativo insuficiente de profissionais.

 Foi constatado também a superlotação nas Unidades de Observação, com presença de pacientes internados em macas inapropriadas.

Ainda conforme assessoria do Coren, a permanência dos pacientes no local não deveria ultrapassar as 24 horas, pois o posto de enfermagem improvisado não oferece aos profissionais ambiente adequado para o seguro exercício das atividades.

 A CME da instituição realiza a esterilização dos materiais de 20 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de Aracaju, além do que é utilizado pela própria unidade. Mas o quantitativo de profissionais é insuficiente, causando sobrecarga e problemas físicos relatados durante a fiscalização pelos profissionais.

 Os conselheiros verificaram ainda a estrutura precária, com pacientes graves acomodados em camas sem grade e equipamentos danificados, internamento sub-utilizado, ausência de carrinhos de urgência equipados em todo o hospital e a inexistência dos manuais e protocolos de enfermagem.

Diante das condições identificadas, o Conselho emitirá relatório de fiscalização notificando as autoridades competentes sobre as irregularidades. Não havendo manifestação dos gestores, o Conselho deverá entrar com Ação Civil Pública contra o Município de Aracaju visto que fiscalizações anteriores também apontavam problemas que não foram solucionados.

  

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