Coren flagra irregularidades em hospital da zona Sul de Aracaju
Cotidiano 04/07/2016 12h20Da Redação
Uma fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren/SE) flagrou inconformidades na escala de profissionais e no atendimento ofertado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Fernando Franco, no Conjunto Augusto Franco, zona Sul de Aracaju. A inspeção foi realizada durante a noite desse domingo (3) após uma denúncia. A Secretaria da Saúde de Aracaju (SMS) disse que os problemas de efetivo são decorrentes da greve da categoria, já os problemas estruturais e materiais aguardam finalização de processo licitatório.
Após a vistoria, a presidente do Coren/SE, Maria Cláudia Tavares de Mattos, prestou queixa na Delegacia Plantonista sobre a situação do hospital de retaguarda. “Foi detectado que apenas 50% de enfermeiros estão atuando no hospital, sendo que apenas dois estão na assistência e uma no setor de acolhimento, não sendo permitida sua saída para outro setor. Foram relatados pelos enfermeiros que a Prefeitura já sabia dessa carência, já que uma profissional está de férias e outro afastado de licença eleitoral”, informa uma nota divulgada pelo Conselho.
Ainda segundo o relatório preliminar do Coren, foi constatada a ausência de medicamentos como clopdrogrel, utilizado para o tratamento de pacientes cardíacos. A fiscalização encontrou o monitor de parada cardíaca da emergência pediátrica com defeito, a sala de isolamento em desacordo com a legislação, funcionando na sala de curativos, sem banheiro, nem pia.
Na unidade também foi flagrada a sala de estabilização funcionando como UTI, mas sem médico durante todo horário. “Essa é uma sala para que o paciente fique no máximo 24 horas, e tem pacientes com mais de três dias. Outros pacientes estão internados desde o dia 30 de junho, na ala de atendimento. Não tem lençol para os pacientes, muitos trazem de suas casas”, acrescenta o Coren.
Também foram detectadas inconformidades na Pediatria, onde, segundo o Conselho, as acompanhantes não têm espaço para acomodação, berços estariam enferrujados e os colchões sem estado de conservação adequado.
Esta semana os conselheiros devem se reunir para concluir o relatório final da inspeção e deliberar sobre a possibilidade de pedir a interdição ética do serviço de enfermagem na UPA Fernando Franco até que as inconformidades sejam resolvidas.
Procurada pelo F5 News, a assessoria de Comunicação da SMS encaminhou a seguinte nota de esclarecimento:
- A escala de enfermeiros não está sendo cumprida integralmente porque alguns profissionais aderiram ao movimento grevista. Mas a secretaria tem buscado alternativas para que os usuários não fiquem desassistidos. No momento em que os representantes do Coren estiveram no hospital três enfermeiros trabalhavam no plantão quando o quantitativo normal é de quatro;
- Com relação à falta de medicamentos, a SMS já abriu processo licitatório para realizar uma compra emergencial. É importante ressaltar que em muitos dos casos os medicamentos que estão em falta são prontamente substituídos por outros que estão disponíveis na farmácia do hospital, nesse caso os usuários os pacientes não estão sendo prejudicados;
- Sobre os problemas estruturais, também há um processo licitatório em andamento para compra de novos equipamentos, como cadeiras e macas, além de materiais médicos hospitalares que serão adquiridos com o intuito de atender melhor a população que é usuária do Sistema Único de Saúde.
Foto: Fernanda Araujo/Arquivo F5 News

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