Contracheques são queimados por servidores públicos em frente à Seed
Cotidiano 16/04/2013 10h10Por Fernanda Araujo
Mais uma vez a revolta tomou conta dos trabalhadores nos serviços públicos de Sergipe. Na manhã desta terça-feira (16), eles se concentraram em frente à Secretaria de Estado da Educação (Seed) e queimaram os ‘contracheques da vergonha’, mesmo ato ocorrido em 2011, e que simboliza a indignação das condições salariais impostas aos trabalhadores.
Com apitos e faixas, eles ameaçaram entrar em greve por tempo indeterminado, caso não haja resposta do governo quanto à aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração. “Pelo jeito vamos continuar queimando porque o contracheque que nós temos hoje do servidor público é uma vergonha. São 4.150 funcionários da Seed, entre executor de serviços básicos e oficial administrativo, que não atingem o salário mínimo nacional”, afirma o presidente do
Sintrase, Waldir Rodrigues.Entre os servidores desrespeitados, o presidente aponta os vigilantes que recebem mal e ainda enfrentam perigos constantes. “O nosso diretor do sindicato está com o capitão Samuel em Brasília para conversar sobre a periculosidade dos vigilantes. Os deputados que quiserem participar de nossa luta são bem-vindos”.
E a má remuneração não atinge somente os trabalhadores, como também os estudantes, segundo Waldir Rodrigues. Em alto e bom som, o presidente fez reclamações dos baixos índices da educação em Sergipe. “Os índices de educação da Seed, do desenvolvimento educacional, são um horror. Tem diretor de escola carcomido, escola abandonada, secretário de escola doente que não consegue mais trabalhar. Está na hora de mudar”, alertou na manifestação.
Uma assembleia geral extraordinária marcada para o dia 8 de maio, na porta do Palácio dos Despachos, irá definir se os trabalhadores continuarão no serviço ou se paralisarão por tempo indeterminado.
O F5 News entrou em contato com a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), e, segundo a assessoria de comunicação, o Estado ainda permanece no limite prudencial, impossibilitando, nesse momento, a alteração dos planos de carreira dos trabalhadores. "Atualmente, o Estado está no chamado limite prudencial e, nesta situação, a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe que planos de carreira sejam alterados. A implementação deles somente pode ocorrer quando o Estado não estiver mais sujeito às restrições dessa lei. Porém, a Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) está estudando medidas que possam ser implementadas diante desta situação e continua o processo de diálogo com os servidores, inclusive com reuniões agendadas para esta semana", lê-se na nota.
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