Consumidor vai pagar pelo aumento do ICMS injustamente
Alerta é de entidades empresariais sergipanas Cotidiano 01/10/2015 12h30Por Fernanda Araujo
Os empresários sergipanos não receberam com satisfação a notícia da aprovação dos projetos que reajustam em 2% as alíquotas do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), inclusive IPVA, ontem na Assembleia Legislativa. As entidades empresariais lamentam que o governo tenha escolhido essa manobra para tentar minimizar os problemas financeiros do Estado.
Acreditando não ser essa a solução, as instituições projetam graves consequências para Sergipe, como demissões em massa – que já vêm ocorrendo, diante da crise econômica do país – e, claro, redução do consumo por causa da alta dos preços em diversos tipos de produtos e serviços. O ICMS incide, principalmente, nos preços dos combustíveis, lubrificantes, produtos eletrônicos, energia elétrica e IPVA. Os demais produtos sofreram reajuste de 1%, como cosméticos e alimentos.
Para a Federação do Comércio do Estado de Sergipe (Fecomércio), infelizmente não existem mais medidas que possam ser adotadas pelas entidades para recorrer ao aumento do imposto. “O governo e os deputados, de maneira impositiva, aprovaram o projeto. Quem vai pagar mais caro é o consumidor, é o trabalhador. Infelizmente, o governo do Estado não pensa em cortar os gastos públicos, pensa somente em buscar mais arrecadação. Isso foi um tiro pela culatra que o governo deu”, avaliou o assessor da Fecomércio/SE, Márcio Rocha.
Diante do aumento da gasolina em 6% anunciado pela Petrobras, as entidades empresariais relatam que o aumento do ICMS foi inoportuno. “Se a economia entra em processo retroativo vai piorar a situação. O projeto foi aprovado pela maioria dos deputados, eleitos pelo povo sergipano para não representá-los e, sim, para representar interesses de governo”, critica Rocha.
A situação econômica de Sergipe chegou a ser discutida em audiência, na última terça-feira, entre representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o governador em exercício, Belivaldo Chagas. Durante a reunião, Belivaldo afirmou que alguns custos do Estado foram baixados e acrescentou que o projeto do ICMS não deve solucionar o problema, mas ajuda a manter as contas em dia e a cumprir com a folha de pagamento.
A CDL, agora, aguarda o resultado de um pedido de Refis – programa de recuperação fiscal – protocolado pela instituição, para tentar refinanciar impostos estaduais. Ou seja, o empresário que tiver débitos de impostos estaduais, como o ICMS, durante o período de 2010 a 2015, por exemplo, teria os juros e as multas das dívidas perdoadas e seria feita a correção monetária. Em contrapartida, o empresário pagaria 10% do valor e parcelaria em até 120 meses o saldo devedor.
“Essa seria a maneira de que o empresário poderia ajudar a contribuir com o Estado e o Estado poderia nos ajudar. A gente deixou esse pedido e estamos aguardando no decorrer da semana ou da próxima para que o governo analise se existe essa possibilidade”, explica o presidente da entidade, Brenno Barreto.
Foto: Humberto Alves/ arquivo F5 News
Matérias relacionadas
Entidades empresariais protestam contra aumento do ICMS na Alese
Petrobras reajusta o preço do gás em 11%, no segundo aumento este mês
Reajuste no combustível surpreende e divide opinião de sergipanos
Empresários devem ser otimistas e buscar inovação diante a crise

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
