Consumidor deve ficar atento à qualidade da água mineral
Cotidiano 11/11/2014 12h00Por Will Rodrigues*
Água é um alimento que não possui contraindicação. O seu consumo é recomendado em larga escala por médicos e nutricionistas. Mas você já deu uma olhada no rótulo da garrafa de água mineral que o acompanha todos os dias? Especialistas recomendam atenção na escolha da água mineral que se vai beber. Observar o processo de envase, armazenamento e distribuição, além das condições do garrafão, pode evitar complicações no sistema imunológico.
De acordo com a gerente de Alimentos da Vigilância Sanitária Estadual (Divisa), Rosana Barreto, a primeira coisa a ser feita é analisar o garrafão. "Os garrafões têm que estar lacrados e com o selo fiscal e sanitário. Sem o selo, o produto é clandestino. Mesmo lacrado, o garrafão pode apresentar vazamentos. No mesmo local por onde sai a água, entram microorganismos que podem prejudicar a saúde. O garrafão não pode estar amassado, nem arranhado e deve estar dentro do prazo de validade", alerta Rosana Barreto.
Ela orienta ainda que o consumidor deve conhecer o local onde a água é comprada para saber quais são as condições de armazenamento. "Em casa ou no local de venda, o garrafão não pode estar exposto à luz solar para não criar algas azuis e alterar as características químicas e físico-químicas. Não devem ser colocados diretamente no chão", esclarece a gerente.
"O transporte dos garrafões deve ser feito em veículos fechados e destinados somente para esse fim. Não podem ser transportados e nem armazenados junto com gás, materiais de limpeza, solventes, combustíveis, entre outros produtos químicos", completa Rosana.
Higiene do garrafão
Antes de abrir o garrafão e iniciar o consumo da água, é preciso higienizá-lo. "Antes de tudo, é preciso lavar as mãos com água e sabão. Depois, tirar o lacre, lavar o garrafão com água e sabão neutro e passar um pano embebido de álcool a 70% na parte externa, aguardar o álcool secar para depois consumir a água", explica Rosana Barreto.
A técnica reforça que não adianta higienizar o garrafão e não fazer a limpeza correta do bebedouro. Segundo ela, uma esponja deve ser utilizada somente para esse fim. “Para limpar o bebedouro, é preciso retirar a cuba, lavá-la com água fervente e esgotá-la pela torneira. Encher a cuba novamente, colocar três colheres de sopa de água sanitária, deixar agir por 15 minutos e esgotá-la pela torneira. Depois disso, é necessário fazer o enxágue esgotando a água pela torneira novamente", orienta.
Fiscalização
Desde 2012, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) trabalha em parceria com as oito indústrias envasadoras presentes em Sergipe para melhorar a qualidade da água mineral: Entre Rios, Lev, São Cristóvão, Santa Cecília, Indiana, Imperial, Monte Claro e Indaiá.
Técnicos da Divisa receberam treinamento sobre as boas práticas na produção, transporte e armazenamento da água mineral. As indústrias receberam capacitações dos técnicos da Vigilância Sanitária e tiveram prazo para se adequarem às regras antes do início da fiscalização.
"Mesmo durante as ações de inspeção, quando é encontrada alguma irregularidade, a indústria recebe mais orientações e prazo para adequação. Se persistida a irregularidade, a empresa sofre punição. Até o momento, somente uma empresa, entre as oito do Estado, sofreu uma interdição para adequação às boas práticas de envase, mas logo fez as adequações e foi desinterditada", afirma Antônio de Pádua Pereira Pombo, diretor da Vigilância Sanitária Estadual.
O acompanhamento das empresas é feito pela Divisa, que licencia as fontes, fiscaliza as boas práticas de produção e verifica o transporte. As Vigilâncias Sanitárias municipais fiscalizam a venda em estabelecimentos comerciais e o transporte até a casa do consumidor. Já transporte da água quando saem das indústrias é fiscalizado em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
As fontes de água mineral também passam por fiscalização pelo menos quatro vezes ao ano. Durante as inspeções são retiradas amostras que são enviadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), gerido pela Fundação de Saúde Parreiras Hortas.
"A análise da água mineral é feita de acordo com as diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa. São verificadas as condições de acidez e transparência da água, a presença de coliformes fecais e totais, que são as bactérias que podem trazer prejuízos para a saúde das pessoas. Caso algum resultado seja insatisfatório, a análise da água é feita novamente. Se confirmado o resultado, a fonte pode ser autuada e interditada, mas se a irregularidade for do garrafão, somente o lote é interditado", observa Rosana Barreto.
Selo Fiscal e Sanitário
Todos os garrafões de água mineral devem ter em seu lacre o selo fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). Nele há um número que pode ser consultado através do site da Sefaz para verificar a autenticidade do produto.
De acordo com o diretor de Vigilância Sanitária da SES, o selo fiscal e sanitário da água mineral informa ao consumidor sobre a procedência e qualidade do produto. "O selo vale para qualquer garrafão de água mineral vendida em Sergipe, independente de ser produzida e envasada aqui no Estado", adverte Antônio de Pádua.
Confira o passo a passo para verificar a procedência da água:
1- Acesse o site da Sefaz
2- Clique no banner do canto superior direito do site escrito Água Mineral;
3- Acessar o link "Consulta ao Selo Fiscal de Controle";
4- Digite o número que consta no selo e clique para consultar;
5- As informações sobre a empresa envasadora que estão no site devem ser as mesmas descritas no rótulo do garrafão;
6- Em caso de divergência das informações, o consumidor pode fazer a denúncia para a Vigilância Sanitária através do e-mail covisases@saude.se.gov.br ou à Ouvidoria da Saúde pelo telefone 0800-286-3000 ou e-mail ouvidoria@saude.se.gov.br. A Sefaz também recebe denúncias pelo 0800-284-7579.
*Com informações da SES.
Fotos: Fabiana Costa / SES.

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