Conheça as metas do Plano Nacional de Segurança implantado em Aracaju
Cotidiano 15/02/2017 07h29 - Atualizado em 15/02/2017 09h46Por F5 News
Agentes da Força Nacional começam a atuar em Aracaju nesta quarta-feira (15), dando início à fase experimental do Plano Nacional de Segurança. Sergipe foi escolhido por registrar a maior taxa de homicídios por grupo de habitantes, de acordo com o último Mapa da Violência, divulgado no ano passado.
O plano está focado no combate aos homicídios, ao crime organizado, à violência contra a mulher e também na redução da superpopulação carcerária. Entre as metas fixadas pelo Ministério da Justiça está a redução anual de 7,5% nos assassinatos dolosos na região metropolitana, a redução da superlotação dos presídios em 15% em 2018, além do aumento de 10% nas apreensões de armas e drogas este ano e 15% no próximo ano.De acordo com a Secretaria da Segurança de Sergipe (SSP-SE), ao todo 120 agentes, entre policiais militares e civis, que vieram do Espírito Santo devem atuar na capital sergipana.
Os policiais civis irão trabalhar na investigação de homicídios especificamente nos dois bairros de maior incidência criminal - o Santos Dumont, na Zona Norte, e Santa Maria, na Zona Sul.
Veja quais ações compõem o plano nacional em Aracaju:
- Policiamento preventivo em áreas de maior criminalidade, previamente analisadas: 360 homens – 120 da Força Nacional e 240 da Polícia Militar de Sergipe – atuarão em operações conjuntas em Aracaju;
- Integração de dados - Finalização da integração de dados com a Polícia Militar até o final de fevereiro de 2017 e utilização do sistema de atendimento 190. Com a Polícia Civil, implantação do PPE (Procedimentos Policiais Eletrônicos);
- Campanha de desarmamento – com campanha publicitária e recursos para a indenização pelas armas devolvidas;
- Auxílio à Polícia Civil na investigação especializada de feminicídios, homicídios dolosos e realização de perícias – Força-tarefa de 90 homens – 30 da Força Nacional e 60 da Polícia Civil de Sergipe e peritos – realizarão tais tarefas. Renovação de cooperação técnica para compartilhamento das bases de dados e impressão digital. Capacitação dos peritos locais para coleta de amostras para identificação do perfil genético nos presídios;
- Doação de dois veículos automotores para a realização das perícias – a serem entregues até março de 2017;
- Doação de 1.593 coletes à prova de balas – a serem entregues até março de 2017;
- Cursos de atualização em áreas ligadas à análise criminal, investigação de homicídios, violência contra a mulher, entre outros;
- Ampliação dos radares do Alerta Brasil, da Polícia Rodoviária Federal, para a criação de uma "cerca eletrônica – Em Sergipe, serão 17 novas câmeras, interligadas às 226 existentes no restante do país;
- Ampliação do policiamento preventivo da Polícia Rodoviária Federal – acréscimo de 15 policiais rodoviários federais e um helicóptero, com atuação conjunta com a Polícia Militar Rodoviária, para otimização da fiscalização das rodovias e principais rotas;
- Polícia Judiciária e Perícia Técnica da Polícia Federal – apoio dos laboratórios da PF para perícias;
- Atendimento a mulheres e famílias em situação vulnerável com relação à questão de drogas e violência – formação de 400 a 600 profissionais especializados – articuladores, interlocutores, gestores, representantes do Judiciário e profissionais da rede intersetorial – para atendimento de cerca de até 400 mulheres e 200 famílias;
- Disponibilização de dois formadores e 40 facilitadores para a realização de sete encontros mensais com 140 a 200 famílias vulneráveis com relação à questão de drogas e violência;
- Inserção social por meio de moradia e trabalho – formação de equipe com dez profissionais para o atendimento de até 400 mulheres vítimas de violência;
- Disponibilização de cinco interlocutores, 20 articuladores e cinco supervisores para abordagem e acompanhamento de até 400 mulheres vítimas de violência doméstica;
- Capacitação de vítimas de violência doméstica - capacitação para trabalho e autonomia econômica de 300 mulheres vítimas de violência doméstica com (re)inserção no mercado de trabalho;
- Capacitação de profissionais para atendimento a casos de violência contra a mulher – curso para profissionais que atuam em portos e aeroportos;
- Distribuição de Cartilha Maria da Penha, voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher;
- Capacitação de profissionais para a promoção da igualdade racial - oficinas de formação de Mediador Pacificador Social com recorte racial, agentes de segurança pública e lideranças comunitárias. 300 vagas (150 policiais e 150 líderes comunitários e gestores de Promoção da Igualdade Racial);
- Capacitação de vítimas de violência doméstica na área arquivística - capacitação e ensino profissionalizante na área arquivística de aproximadamente 300 mulheres em situação de vulnerabilidade social com (re)inserção no mercado de trabalho;
- Priorização do julgamento de homicídios dolosos e feminicídos – acordo de cooperação técnica com o Tribunal de Justiça e o Ministério Público do Estado;
- Interligação de unidade do Laboratório de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (RedeLab) – para o rastreamento do financiamento de atividades ilícitas e lavagem de dinheiro da criminalidade organizada;
- Modernização do sistema penitenciário – construção de nova unidade prisional (R$ 32 milhões). Aparelhamento e modernização penitenciária (R$ 12.840.000,00), bloqueadores de celulares em sete unidades (Complexo Penitenciário Dr. Manoel C. Neto, Presídio Regional Luiz M. Barbosa de Souza, Cadeia Territorial de Nossa Senhora do Socorro, CERSAB, Compajaf, Preslen e Prefem - Custo de R$ 3,3 milhões). Aquisição de 12 scanners corporais (R$ 1,6 milhão). Aquisição de 239 tornozeleiras eletrônicas (R$ 1,7 milhão). Quatro veículos-cela (R$ 713 mil). Aquisição de veículos-cela, armamentos, equipamentos e munição (R$ 1,5 milhão);
- Diagnóstico do sistema penitenciário – equipe de 10 servidores do Departamento Nacional Penitenciário para a realização da tarefa, em cinco dias;
- Mutirão de Defensores Públicos – dois servidores do Depen e 75 Defensores Públicos dos Estados e da União para análise de todos os processos de execução penal.
Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

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