Congresso: pesquisa sobre qualidade de água para irrigação é discutida
Outro artigo revela importância ecológica para sustentabilidade
Cotidiano 13/11/2015 13h22

Da Redação

XXV Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem (Conird) acontece até esta sexta-feira (13), na Universidade Federal de Sergipe (UFS), Campus São Cristóvão. Participam do congresso integrantes do Projeto Águas do São Francisco, idealizado pelo Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) e UFS, que apresentaram pesquisas científicas intituladas ‘Qualidade da água para irrigação no rio Betume/SE’ e ‘Índice de estado trófico e uso na irrigação: importância ecológica e qualitativa para a sustentabilidade no Baixo São Francisco’.

Entre os responsáveis pelo projeto estão o coordenador técnico, pós-doutor em Recursos Hídricos e professor da UFS Antenor Aguiar; Thassio Monteiro e Samuel Barreto, ambos, graduandos em Engenharia Agronômica e estagiários do Águas do São Francisco.

O primeiro artigo tem o objetivo de avaliar a qualidade da água do rio Betume, que fica em Neópolis, para irrigação, por meio do método de Ayres e Westcoot, fazendo uso dos parâmetros Sólidos Dissolvidos Totais, Condutividade Elétrica e Razão de Adsorção de Sódio. Segundo Thassio Monteiro, autor do trabalho, o sabor da água pode constituir simples avaliação de aceitabilidade, porém, na avaliação da qualidade da água para irrigação, leva-se em consideração, principalmente, as características químicas e físicas. “Nesse aspecto, poucas são as vezes que outros fatores são considerados importantes nesse tipo de análise”, explica.

Já a segunda pesquisa - ‘Índice de estado trófico e uso na irrigação’ - SE propõe a fazer o levantamento de dados pontuais em toda a extensão da bacia hidrográfica do rio São Francisco, devido aos seus usos múltiplos, com o intuito de elaborar respostas para a população quanto à qualidade da água utilizada para os diversos fins (irrigação, lazer, dessedentação de animais, uso em indústrias ou consumo humano).

De acordo com os pesquisadores, a eutrofização é o principal processo que contribui para o enriquecimento nutricional da água. Conforme a pesquisa, se o processo for realizado de forma natural, sem a ação humana, é processado lentamente e o que é produzido pode ser consumido pelo meio. Por outro lado, se a ocorrência for com a ação do homem, é acelerado e a velocidade do processo de produção é muito maior que a de consumo no meio, o que acarreta o acúmulo e a proliferação de algas no leito do rio.

Para Samuel Barreto, as informações revelam que a importância ecológica e qualitativa dos afluentes em análise é importante para a sustentabilidade no Baixo São Francisco. “Nesse sentido, chama-se atenção que a garantia da qualidade da água é necessária para a qualidade de vida da população local e adjacente”, acrescenta.

Com informações da Assessoria de Comunicação

Foto principal: arquivo F5 News

Foto 2: Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (rio Betume)

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