Condutores do Samu aguardam decisão do governo sobre horas extras
Caso o decreto não seja revogado, categoria vai paralisar atividades
Cotidiano 16/12/2014 12h00

Por Fernanda Araujo

Os condutores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Sergipe decidiram aguardar o posicionamento do governador Jackson Barreto quanto ao veto das horas extras dos servidores do Estado, anunciado recentemente. Na assembleia da categoria, realizada na manhã desta terça-feira (16), havia possibilidade de greve caso o governo não retirasse a decisão. Participaram da reunião também o Sintasa e o Sindicato dos Enfermeiros.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância de Sergipe, Adilson Ferreira (foto), foi feita uma conversa paralela entre a entidade e a secretária de Estado da Saúde, Joélia Silva, com José Macêdo Sobral, o Zezinho Sobral, titular da Casa Civil, e com o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, João Augusto Gama.

“A secretária Joélia disse que, até amanhã, a previsão é que vai ter uma decisão do governo sobre as horas extras. Acredito que deva haver uma solução para que não haja bases paradas por falta de servidor. Agora, não resolvendo, vamos fazer alguma mobilização na sexta-feira e parar as atividades”, afirma Ferreira. Também foi discutido na assembleia o problema das ambulâncias quebradas no estado. Foi decidido que um documento será levado à administração do Samu para cobrar a manutenção nas viaturas. “Até ontem ainda 14 estavam paradas”, disse Ferreira.

Em entrevista a F5 News ontem, o sindicalista afirmou que o decreto do governador em retirar as horas extras dos servidores prejudicou a classe do Samu. “Desde 2008 existe um buraco na escala por falta de concurso. Temos a hora extra há oito anos, não tem que cortar, tem é que contratar mais servidores. Somos celetistas do Estado, o corte foi feito para os estatutários, que seguem a lei do Estado, mas como nós somos da administração direta nos incluíram, o que é errado, somos a exceção porque são regras diferentes, seguimos a lei federal - na CLT a hora extra é nosso direito”, reclamou.

Foto: arquivo F5 News/Tiffany Tavares

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