Concursados da PM protestam contra violência e pedem convocação
Cotidiano 22/07/2016 11h25Por Will Rodriguez e Giovane Mangueira
Os candidatos aprovados no último concurso da Polícia Militar de Sergipe (PM) realizaram uma caminhada contra a violência, na manhã desta sexta-feira (22), para pedir a convocação. Eles alegam que já realizaram o Teste de Aptidão Física (TAF), mas ainda não receberam resposta do governo, enquanto, segundo os candidatos, a população cobra mais ações de combate à escalada da criminalidade.
Ao todo são 339 concursados que aguardam a nomeação e receberam do governador Jackson Barreto (PMDB) a promessa de que teriam uma resposta quando ele retornasse de suas férias, o que ocorreu nessa quinta-feira (22). “Estamos dispostos para contribuir com nosso povo, para que possamos andar mais tranquilos e ter uma sensação de segurança”, disse um dos aprovados, Gustavo Gregório.
Segundo os candidatos, há um déficit que não para de crescer no aparato policial sergipano. A falta de efetivo já foi, inclusive, reconhecida pela cúpula da Secretaria da Segurança Pública. “Em 2006 a população sergipana era de 1,9 milhão de pessoas e tinha um efetivo da PM de 6.500 homens, hoje a população é de mais de 2,2 milhões, mas o efetivo da PM é de 5500 homens, ou seja, era pra ser diretamente proporcional, na medida em que a população crescesse o efetivo da polícia militar também cresceria, porém, isso não é a realidade”, argumenta Bruno Barreto, que também foi aprovado no concurso.
O protesto recebeu apoio da comunidade. Segundo o jornalista Felipe Martins, a violência na cidade cresce a cada dia, em proporção igual às maiores cidades do país. “É difícil sair à noite sem se preocupar com a violência. São assaltos e assassinatos que tiraram a paz da pacata Aracaju. Hoje se tornou uma cidade perigosa assim como os grandes centros do Brasil”, diz Martins.
O universitário Leonardo Fraga acrescenta que a falta de segurança não está apenas no policiamento, mas envolve questões como iluminação pública, o que facilita a ocorrências de assaltos e outros crimes. “Devido à falta de planejamento dos nossos governantes, enfrentamos diversos problemas de segurança pública no nosso estado, que por sinal, é o menor da federação. A segurança pública é uma questão delicada, pois não depende apenas de policiamento ostensivo, mas outros fatores também influenciam. Uma melhor política social, combate ao tráfico de drogas e até mesmo a iluminação e manutenção dos locais públicos inibem a ação de criminosos. Então o planejamento de todos esses aspectos é fundamental”, entende.
F5 News procurou o Governo do Estado para comentar o assunto, mas não obteve êxito até a publicação desta notícia.
*Colaborou Ana Rollemberg

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