Como prevenir a morte súbita?
Cotidiano 10/12/2015 17h00Caracterizada pela morte abrupta do bebê durante o sono, a Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) tem origem desconhecida e assusta muitos pais. A doença acomete bebês aparentemente saudáveis, entre 1 mês e 1 ano de vida e só é confirmada após análise da história clínica e por exclusão de outras prováveis causas através de cuidadoso exame pós-óbito. A morte ocorre no local em que o bebê está dormindo e não há sinais de que ele tenha sofrido ou agonizado antes de morrer.
A inclusão da doença na Classificação Internacional de Doenças, em 1973, foi o primeiro passo para o seu combate e a diminuição de sua incidência.
Mas, apesar da identificação de alguns fatores de risco (ver quadro abaixo), suas causas ainda são ignoradas.
No Brasil, não existem estatísticas oficiais sobre a SMSL. Mas nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 4 mil bebês morrem a cada ano sem uma causa aparente. Uma pesquisa realizada no país apontou que durante um período de 30 anos (entre 1983 e 2012), a taxa de mortalidade infantil por SMSL diminuiu 71,3%: de 1,357 por mil nascidos vivos (4902 mortes) para 0,390 por mil nascidos vivos (1534 mortes).
De acordo com a professora de Neurologia da Faculdade de Medicina da PUCRS, Magda Lahorgue Nunes, os únicos dados epidemiológicos sobre SMSL no Brasil são provenientes de dois estudos feitos no Rio Grande do Sul: um em Porto Alegre, em1997 e 1998, e outro em Passo Fundo, em 2003. Nestes estudos, o coeficiente de mortalidade por SMSL foi de 0.45/1000 nascidos vivos e 1.51/1000 nascidos vivos, respectivamente.
A especialista afirma que os estudos realizados nesta área evoluíram na tentativa de compreender os mecanismos fisiopatológicos da Síndrome da Morte Súbita. “As mães podem evitar que seus filhos entrem na zona de risco praticando hábitos de sono saudáveis”, afirma Magda. E ensina: “O bebê deve dormir até os seis meses de barriga para cima, em colchão firme, em berço próprio e com os pés encostados na parte inferior do berço. Ele deve usar uma fina camada de cobertas e o lençol deve ser posicionado embaixo das axilas para que o lactente não escorregue para baixo dele. As mães devem evitar o tabagismo durante a gravidez e não se deve fumar no ambiente frequentado pelo bebê durante seu primeiro ano de vida”.

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