Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra é iniciada pela OAB de Sergipe
Cotidiano 21/11/2016 17h55 - Atualizado em 21/11/2016 18h37

Por Ana Rolemberg

Em promoção da Ordem dos Advogados de Sergipe (OAB/SE), aconteceu na tarde desta segunda feira (21) a solenidade de posse da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra em Sergipe, que será presidida pelo conselheiro Federal da OAB, Kleber Rênisson, e terá como vice-presidente a conselheira seccional Joyce Angeli.

Além de fazer um resgate histórico do período escravocrata sergipano, a Comissão tem o propósito de elaborar e propor políticas públicas compensatórias em reparação à população negra.

“A ideia surgiu da necessidade de se fomentar sobre a consciência negra em Sergipe, e também utilizar a OAB de Sergipe como um exemplo para o Brasil, hoje a tecnologia, as redes sociais, espalham com certas facilidades as ações em qualquer lugar do país e do mundo, então Sergipe se orgulha em ser a única seccional que criou esta comissão, espera que ela seja a funcional, porque é de fundamental importância para essa geração e para as próximas a conscientização da raça negra", disse o presidente da OAB/SE, Henri Clay.

O presidente da comissão, Kleber Rênisson, explica que ainda não há um numero exato de membros. "Essa comissão está sendo formada hoje e vão ser convidados vários advogados para controle e parte de vários elementos da sociedade para o resgate histórico do nosso estado de Sergipe. A comissão não tem número exato, vamos somar forças, ter êxito para montar um relatório do propósito da comissão", afirma.

Ainda de acordo com ele,  o comitê tem a obrigação de gerar um relatório para  ser submetido ao conselho regional, que será apresentado no conselho federal e, se aprovado, a partir daí saber a política que será seguida.

O período da comissão é de 2016 a 2018. “Esse é o período especifico que é enquanto nossa presidência está atuando,  nada impede que isso se repita, nossa busca é essa: que se repita e nunca acabe”, relata a vice-presidente , Joyce Angeli.

“A própria OAB possui um sistema onde a própria comunidade pode marcar com a gente da comissão, a própria sociedade podem vir, as pessoas que quiserem a gente marca, pega o relato e vê  a base de uma pesquisa de uma atuação, até de defesa de direitos voltados à sociedade negra de Sergipe, isso é aberto ao público e à sociedade.”, complementa a conselheira.

A iniciativa já foi adotada em outros estados, como no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Espírito Santo, na Bahia, no Pará e no Rio Grande do Sul. O Conselho Federal da OAB criou em 2014 a Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra

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