Comerciantes reclamam da insegurança na orla do Bairro Industrial
Iluminação precária e falta de policiamento são principais queixas
Cotidiano 04/03/2013 20h30

Por Sílvio Oliveira

A chegada para o trabalho em um dos bares da orla do Bairro Industrial, na Zona Norte de Aracaju (SE), tem sido um suplício para a comerciante A.S.T. Tão logo chega ao estabelecimento, ela se depara quase que diariamente com consumidores de drogas, que chegaram ao amanhecer ou passaram a noite dormindo embaixo dos quiosques.

Geralmente os consumidores de entorpecentes se aglomeram próximo ao quiosque do banheiro público, nas colunas da ponte e nos quiosques do atracadouro. A aglomeração acontece por volta das seis horas ou depois do entardecer, quando não há ronda policial ou patrulhamento do patrimônio feito pela Guarda Munic

ipal. “Essa semana, quando cheguei para abrir o restaurante, tinha um casal aqui. Pediram um cigarro e vi que estavam me olhando diferente. Eles queriam nos assaltar”, afirmou A.S.T.,  que pediu para não ser identificada.

Os comerciantes reclamam da precária iluminação, principalmente nas proximidades das colunas de sustentação da ponte João Alves, além da falta de guardas municipais, mesmo tendo um ponto dela na orlinha.

O comerciante Josivaldo Neves (foto ao lado) disse que a situação da orlinha do Bairro Industrial preocupa especialmente por se tratar de um ponto turístico e local de encontro e lazer dos moradores de Aracaju. Mas, segundo ele, está deixando de ser seguro e bem frequentado. “A iluminação é precária à noite e, por conta dessa situação, viciados se aglomeram ali perto da ponte”, apontou.

M.S.A, vendedora, diz que o consumo de drogas acontece a qualquer hora, mas se intensifica durante a noite e no nascer do dia. A falta de guardas municipais e de uma maior constância da polícia no local são apontados por ela como causas, já que, segundo a vendedora, quando a guarda está presente, os usuários de drogas não aparecem. “Tenho o maior medo. Aqui está um perigo. Essa semana minha colega foi assaltada porque, além de consumir drogas, eles cometem pequenos delitos para comprar”, afirmou.

A assessoria de Comunicação da Guarda Municipal confirmou que há um pequeno efetivo, ou seja, cerca de 379 guardas para resguardar todo o patrimônio público da capital. Por conta da falta de contingente, pode haver pouco patrulhamento na orla do Bairro Industrial, porém, há uma previsão de chamamento de mais 180 guardas aprovados no último concurso público, a fim de que se possa atender toda a demanda.

A

equipe do F5 News tentou contato com o 8º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento do Centro de Aracaju e adjacências, mas não obteve êxito.

Fotos: Sílvio Oliveira

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