Combate à violência nas escolas não é prioridade do Estado, diz Sintese
Seed alega que caso de escola estadual em Aracaju foi um “fato isolado”
Cotidiano 07/05/2015 13h20

Por Fernanda Araujo

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) afirma que já tomou as providências contra os adolescentes, de 16 e 17 anos, encaminhados à Delegacia no final da tarde de terça-feira (06), por terem ameaçado a diretora da Escola Estadual Senador Lourival Fontes, localizado no bairro Santo Antônio, zona Norte de Aracaju (SE).

Segundo a diretora do colégio, os dois alunos também praticaram atos de vandalismo, entre os quais danos a carteiras escolares, à tubulação de água e ao portão da escola. Um dos adolescentes, segundo a assessoria de comunicação, não é aluno do colégio, mas entrou com uma farda para fazer baderna; o outro chegou a ameaçar a diretora com uma faca do tipo peixeira por ter sido suspenso no dia anterior e estar inconformado. “Esse aluno já vinha dando problemas, tanto que tinha sido suspenso”, diz o assessor Elton Coelho.

As aulas não chegaram a ser interrompidas. O aluno foi afastado da escola e será transferido. O Departamento de Administração Escolar de Aracaju, a equipe diretiva e integrantes do programa do Estado Qualivida acompanham o caso e conversam com os pais do aluno. “Não temos recebido relatos de ameaças contra professores ou diretores. Esse foi um caso isolado, não há outros casos desse tipo”, argumenta a assessoria.

O outro lado

“Após o episódio do professor Christian, no colégio do conjunto Eduardo Gomes, o Sintese procurou o governo e definiu uma série de medidas que deveriam ser adotadas para agir dentro das escolas junto com a Seed e até outras secretarias, como a Cultura e o Esporte. Entretanto, o Governo finge que atua no combate à violência dentro das escolas. Isso não tem sido a prioridade. Não existe uma ação pedagógica”, afirma o professor Roberto Silva, da diretoria do sindicato da categoria. 

Para o professor, é preciso uma ação articulada de prevenção entre sociedade civil, pais, Governo e Seed, e não tratar apenas como uma questão de segurança. “A polícia apenas não vai resolver. A Seed só age em casos específicos. O Estado não prioriza o enfrentamento. Age apenas com punição para o aluno, mas essa não é a solução”.

Silva completa ainda que a violência é um reflexo da sociedade e fruto do contexto social onde os alunos estão inseridos. O Sintese relata que conversou com a Secretaria para realocar os professores que se sentem ameaçados, além de oferecer suporte jurídico. Já o papel de atuar na assistência aos professores que são vítimas é do Estado, alega a entidade.

Foto: arquivo F5 News/Aline Aragão

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