Com salários parcelados, delegados e policiais civis protestam em Aracaju
Cotidiano 13/09/2016 10h20 - Atualizado em 13/09/2016 10h28

Por Will Rodriguez

Policiais civis e delegados cruzaram os braços na manhã desta terça-feira (13), em um protesto contra o parcelamento dos salários, na porta da Secretaria da Segurança Pública (SSP), na praça Tobias Barreto, em Aracaju.

Nesta terça, o governo efetuou o pagamento de 30% dos vencimentos destes servidores. Essa não é a primeira vez que os salários são parcelados sob a justificativa de queda na arrecadação, argumento que, segundo o presidente da Adepol, delegado Paulo Márcio, já não convence mais.

“Essa política de atrasos e parcelamento já dura dois anos, a situação só vem se agravando e não há luz no fim do túnel. Há muito tempo tentamos resolver com o governo, sem sucesso, e a tendência é que a coisa piore. É uma afronta, um desrespeito a uma categoria responsável pela segurança da população, que trabalha arduamente, mas o Estado de forma reiterada continua nos excluindo na escala de pagamento e sem perspectiva de quando receberemos o complemento”, disse Paulo Márcio.

Insatisfação que também ecoa entre os policiais civis. Para o presidente interino do Sinpol, José Luiz Carvalho, o governo precisa buscar alternativas para reverter a situação “Salário não se parcela, os policiais são obrigados a contrair dívidas por conta de atraso e parcelamento, e não sabemos quando vamos receber o resto”, lamenta.

 

Segundo o sindicalista, outras demandas da categoria foram atendidas pelo governo, mas não ameniza o descontentamento dos policiais. “O governo reconduziu 15 policiais que estavam afastados, está enviando o subsídio dos auxiliares. Temos outras reivindicações que estão sendo apresentadas como as promoções que faltam. Tivemos avanços, mas o pior é ficar com fome, é querer pagar e não ter dinheiro”, completa Carvalho.

Nesta quarta-feira (13), delegados se reúnem em assembleia e podem decidir pelo início de uma greve por tempo indeterminado a partir do final de semana.

Em entrevista à imprensa, o delegado-geral da Polícia Civil, Alessandro Vieira, reconheceu o direito dos servidores à manifestação . “Desde que façam de forma ordeira e respeitem os limites da lei, até mesmo a decretação de greve, não vai ser visto como problema. Gera prejuízo no desempenho, mas é um direito do cidadão e tem que ser respeitado”, comentou.

A Secretaria de Comunicação do governo de Sergipe foi procurada para se posicionar sobre o assunto, mas não se manifestou até a publicação desta notícia.

Fotos: Will Rodriguez/F5 News

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