Com salários pagos, agentes de limpeza voltam a trabalhar em Aracaju
Cotidiano 15/02/2017 08h06Por F5 News
A coleta de lixo começou a ser normalizada em Aracaju, na manhã desta quarta-feira (15), segundo informou o Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública Urbana e Comercial de Sergipe (Sindelimp). Os serviços estavam suspensos há uma semana.
Os mais de 700 trabalhadores receberam a segunda metade do salário do mês de janeiro e decidiram retomar as atividades, no entanto, a categoria mantém o indicativo de uma nova greve para a sexta-feira (17) porque, segundo o sindicato, as reivindicações ultrapassam a questão salarial.
“São problemas com uniformes, com água potável para consumo, banheiros, jornada excessiva, redução do quadro de funcionários, sobrecarga de trabalho e outros problemas”, afirma o Sindelimp em nota.
Nessa terça-feira (14), o gerente operacional da Cavo, Udo Vasconcelos, disse não haver motivos para uma nova paralisação que, segundo ele, é defendida apenas pelo sindicato. “Os funcionários estão querendo trabalhar”.
A empresa já solicitou a pauta de reivindicações aos trabalhadores e na próxima sexta deve ocorrer uma nova audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho (MPT).
O atraso salarial que desencadeou a greve dos agentes de limpeza é reflexo do débito da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). A Cavo informou que, no final dessa terça, recebeu um pagamento de R$ 850 mil da Emsurb, montante que quitou os valores devidos pelos serviços prestados em dezembro de 2016.
“A Cavo lembra, porém, que ainda há dívidas em aberto, referentes ao período entre março, quando teve início o primeiro contrato emergencial, e novembro de 2016. A empresa ressalta que continua aberta à negociação desse passivo de cerca de R$ 25 milhões", destaca nota da Cavo.
A Prefeitura mantém a posição de que a atual gestão não possui débitos com a Cavo e a dívida deixada pela gestão anterior será parcelada em 48 vezes, conforme decreto regulamentado pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) no começo do ano com validade para a administração indireta. No entanto, a Cavo diz que a medida não tem sustentação jurídica.

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