Com proposta consensual, Sindimed sinaliza possibilidade do fim da greve
Paralisação dos médicos já é a maior da história do município de Aracaju Cotidiano 20/04/2017 12h52 - Atualizado em 20/04/2017 13h11Por Fernanda Araujo
Em segunda reunião com a Prefeitura de Aracaju, na manhã desta quinta-feira (20), o Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) sinalizou a possibilidade de encerrar a greve que completa três meses amanhã, a maior da história do município. Uma nova proposta foi apresentada, mas não foi divulgada à imprensa.
No primeiro encontro com o prefeito Edvaldo Nogueira, os médicos voltaram a propor o pagamento do salário de dezembro em quatro parcelas. Mas o gestor afirmou que não haveria condições e que iria amadurecer as ideias colocadas, marcando essa nova reunião. Uma contraproposta foi feita hoje pelos médicos, porém não foi apresentada à imprensa.
Segundo o sindicato, a proposta anterior dos médicos foi alterada e construída uma nova de forma consensual, com o prefeito Edvaldo Nogueira e representantes da administração municipal. Ela será apresentada na assembleia da próxima segunda-feira (24) às 8h, onde a categoria médica irá avaliar e deliberar pelo encerramento ou não da greve.
“É uma alternativa que realmente pode ser levada para a assembleia. A gente achou por bem levar para a categoria para que delibere porque foi uma proposta feita durante reunião que pode ser aceitável pela classe. A proposta poderá também ser estendida aos demais servidores que não conseguiram realizar o empréstimo bancário”, afirma o presidente do sindicato, João Augusto.
Segundo a prefeitura, 162 dos 426 médicos ainda estão em greve, grande parte da Saúde Básica. Em entrevista à imprensa, Edvaldo Nogueira afirmou a necessidade de encerrar a paralisação para retornar o funcionamento nas unidades básicas de saúde.
“Tenho esperança que nós encerraremos a greve, se Deus quiser, na próxima segunda-feira, esse é o apelo que nós fazemos. É preciso retomar rapidamente as questões da saúde, os postos voltarem a funcionar plenamente, que estavam funcionando, mas ainda de maneira precária em virtude de 162 médicos ainda estavam em greve”, disse.
Foto: Sindimed

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