Com médicos em greve, aracajuanos seguem com atendimento prejudicado
Cotidiano 03/04/2017 13h31 - Atualizado em 03/04/2017 15h28Por Fernanda Araujo
À espera por atendimento, pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), em Aracaju (SE), continuam enfrentando a demora e longas filas nos hospitais municipais diante a greve dos médicos. Este é o caso da autônoma Leane Santos que, nesta segunda-feira (3), esperou por mais de uma hora para ser atendida na UPA Nestor Piva, zona norte da capital.
“Estou esperando um clínico geral há uma hora e vinte minutos, com muitas dores nas costas, não consigo respirar direito, estou há quatro dias desse jeito”, diz Leane.
“Pedem para dar o nome e aguardar ser chamada, nessa espera já vai mais de uma hora sem atendimento. Não chegamos a ir para outro hospital, esse é o primeiro, e está assim lotado”, reclama a irmã da paciente, Claudiane Santos.
Esta é a décima semana em que os pacientes são prejudicados por conta da paralisação dos médicos, que já completa 74 dias. A recepcionista Adriana Santos Lima afirma que também esperou por atendimento na semana passada no Nestor Piva e, da mesma forma, estava lotado.“Tive muita dor de cabeça e vomitei na segunda-feira passada, cheguei às 14h muito mal, passei mais de uma hora para ser atendida, quando não aguentei e fui pra casa. Voltei na terça-feira mais cedo, mas também estava lotado do mesmo jeito e esperei novamente. Isso é um absurdo, só vai dessa pra pior”, critica Adriana.
“Só tem uma pessoa para atender esse povo todo, está vendo aí filas que não diminuem, ainda agora está tranquilo porque às vezes não tem nem cadeira para sentar, não dá para sentar nem nas frestas da janela, fica tudo lotado”, aponta o mecânico Cícero de Souza, que procurou atendimento hoje.
A Secretaria da Saúde (SMS) tem contratado médicos substitutos para cobrir os grevistas, mas até o momento, apenas 16 profissionais estão distribuídos nos 42 postos de saúde.
O Sindicato dos Médicos deve se reunir, nesta quarta-feira (3), com o Ministério Público Federal (MPF) para discutir mecanismos para intermediar o fim da greve.

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