Com a crise, seminovos ganham preferência entre sergipanos
Vendas de veículos novos sofrem queda de 12% em agosto Cotidiano 10/09/2015 16h07Por Aline Aragão
O momento de instabilidade financeira devido à crise político-econômica no país tem afetado diversos setores. O mercado de carros, por exemplo, está quase parado. Nos últimos meses foi observado um grande número de montadoras e metalúrgicas dando férias coletivas aos funcionários e os pátios das concessionárias cada vez mais lotados.
Em Sergipe, segundo dados da Federação Nacional de Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave) e do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Sergipe (Sincodiv-SE), houve uma retração de 12,72% no mês passado quando comparado com julho. Já em relação a agosto de 2014, a queda foi de 15,44%.
Nos primeiros oito meses de 2015, a Fenabrave e o Sincodiv-SE apontam a venda de 24.904 unidades, entre automóveis, comerciais leves e motocicletas. Já nos segmentos de caminhões e ônibus, foi registrada a comercialização de 683 unidades, enquanto que implementos rodoviários e outros somam 1.227 unidades. Com isso, observa-se o total de 26.814 veículos comercializados no período de janeiro a agosto deste ano.
Seminovos
Em contrapartida, apesar da crise, o mercado de seminovos cresceu cerca de 20% nos últimos seis meses, segundo a Associação dos Revendedores de Veículos Seminovos do Estado de Sergipe (Avese). De acordo com Edson Prata, presidente da associação, independente do momento, o seminovo é sempre mais vantajoso.
Edson Prata explica que uma das preocupações de quem optava pelo zero quilômetro era a garantia, mas hoje isso já não acontece tanto. “Os carros mais vendidos saem hoje com garantia de três ou cinco anos, o consumidor começou a perceber isso e ver que era possível comprar um seminovo com garantia de fábrica”.
Mas,segundo Edson, a grande vantagem está no preço, já que a desvalorização ao retirar o carro da loja é de 20%. Ele destaca também que as taxas de juros são compatíveis e que as condições de pagamento são facilitadas, com parcelamento de até 60 meses. “É tudo igual à compra de um zero, a diferença é a economia que o consumidor vai fazer”, disse.
Como exemplo ele citou o Fiat Punto que zero custa em torno de R$ 50 mil e com dois anos de uso pode ser comprado por R$ 37 ou 38 mil. Outro exemplo é o Kia Sportage, que custa R$ 107 e, com três anos de uso e apenas 40 mil km rodados, pode ser comprado por R$ 65 mil.

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