Com a chegada do verão, médico alerta para prevenção ao câncer de pele
Inca estima mais de quatro mil novos casos da doença em Sergipe em 2015
Cotidiano 22/12/2015 15h45

Da Redação

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) estimou cerca de 4.300 novos casos de câncer de pele em Sergipe neste ano. Este é o tipo mais comum entre os brasileiros e com a chegada do verão é bom não descuidar na hora de se proteger dos efeitos nocivos da exposição excessiva ao sol e também aprender a identificar os sinais da doença. Por isso este mês ganhou a hastag #dezembrolaranja para conscientizar a população sobre os riscos, tratamento e principalmente a prevenção.

Em Sergipe, a Associação dos Amigos da Oncologia  (AMO) abraça a campanha e alerta para a recomendação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) sobre o uso de chapéus, óculos, de filtros solares e muito cuidado com a exposição ao sol das 10h às 16h.

O tipo mais comum, o não melanoma, tem letalidade baixa, mas os números alarmam os especialistas. O dermatologista Emerson Vasconcelos de Andrade Lima explica que  a exposião da pele ao sol é o principal fator determinante do desenvolvimento do câncer de pele, principalmente do carcinoma basocelular (não melanoma). Outros tipos de câncer de pele são o carcinoma espinocelular e o melanoma maligno.

Segundo o médico, o filtro solar é obrigatório em crianças a partir de 6 meses de idade, e deve ser reaplicado, independentemente da estação do ano e do tipo de pele. Ele descartou a crença de que pessoas mais morenas, em função da presença de melanina, estejam protegidas de ter câncer de pele. “Não é isso que se observa”, ressaltou Lima. Ele admitiu que os indivíduos mais morenos têm menor chance de se queimar ou de o bronzeamento provocar bolhas. Mesmo assim, há necessidade de uso do filtro solar, qualquer que seja a cor da pele, acrescentou.

O indivíduo branco tem tendência maior a desenvolver câncer de pele, porque tem menos melanina – pigmento da pele funciona como barreira, reduzindo a incidência da radiação solar. Lima salientou, entretanto, que o efeito é somatório. “Independente[mente] de ser branco, moreno ou negro, você tem a chance de desenvolver câncer de pele. O passar dos anos é que vai determinar isso”. Como a taxa de longevidade é alta, atualmente, aumentam também as probabilidades de câncer de pele, “porque esse efeito é somatório”, insistiu.

Atividades esportivas, banhos de piscina, idas à praia ou a feiras livres, e até mesmo a ida ao trabalho, no dia a dia, ao sol, deixam a pessoa exposta à radiação ultravioleta. “E esse efeito somatório, durante anos, favorece o desencadeamento. Temos visto o aparecimento de câncer de pele mais precoce do que antigamente”, destacou.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o aparecimento de pintas escuras ou manchas na pele e a presença de lesões que não cicatrizam podem ser sinal de melanoma maligno e devem levar a pessoa a procurar um especialista.

O carcinoma basocelular, mais comum e com relação mais estreita com a radiação ultravioleta, apresenta-se em geral sob a forma de caroços que sangram com facilidade e aparecem em áreas expostas, como a face, dorso, tórax, braços, pernas, couro cabeludo, lábios e orelhas dos homens. Essas lesões, quando identificadas, devem ser removidas o mais precocemente possível.

Para informações detalhadas da campanha de prevenção ao câncer da pele da SBD, acesse www.controleosol.com.br. O hotsite conta com uma calculadora de risco de câncer da pele, além de dicas de medidas fotoprotetoras.

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