Clínica clandestina de abortos é fechada em São Cristóvão
Gestantes pagavam até R$ 2.500,00 pelo procedimento Cotidiano 24/01/2015 10h13Depois de seis meses de investigação, policiais civis da a 5ª Divisão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com o auxílio da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), deflagraram na tarde dessa sexta-feira (23), uma operação que resultou no fechamento de uma clínica clandestina de abortos, que funcionava há mais de quinze anos em uma residência situada localizada no conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão.
Durante a operação foi presa em flagrante Nicelda Francisca dos Santos, 49 anos. "Ela foi detida logo após realizar um procedimento clandestino de aborto em uma mulher identificada como Claudia Regina dos Santos, 33 anos, que também foi autuada em flagrante, mas foi solta após pagamento de fiança", revelou a delegada Rosana Freitas.
Ainda segundo a delegada, na residência onde os procedimentos eram constantemente realizados, os policiais encontraram diversos instrumentos ligados à prática criminosa como pinças cirúrgicas, seringas, sondas, agulhas, medicamentos, luvas e gazes.
"Nicelda 'herdou' a prática criminosa da sogra que já faleceu e provocou abortos por anos sem nunca ter sido presa. Ela era conhecida na região pelas práticas ilícitas. Nos procedimentos Nicelda afirmou que introduzia uma sonda nas gestantes através do canal vaginal e provocava a morte do feto que era expelido dias depois", explicou Rosana (foto ao lado).Durante depoimento Nicelda confessou o crime e ainda informou que cobrava quantias que giravam entre R$ 800,00 e R$ 2.500,00 a serem definidas de acordo com o poder aquisitivo das gestantes.
"No caso de Claudia, por exemplo, como ela não tinha dinheiro em espécie, Nicelda aceitou receber uma máquina de lavar roupas como pagamento pelo aborto. Por coincidência, o objeto foi entregue na casa da investigada quando a equipe fazia as buscas e, como tinha relação com o crime, foi apreendido e levado para a delegacia", informou a delegada.
"Após a lavratura do flagrante, as investigações terão continuidade, para que outras gestantes sejam identificadas e outras provas sejam constituídas", finalizou Rosana.
*Com informações da SSP/SE
Fotos: SSP/SE

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