Cirurgia suspende serviços e Prefeitura de Aracaju diz não haver dívida
Segundo o Hospital, o débito já totaliza mais de R$ 12 milhões Cotidiano 16/01/2015 09h45Por Fernanda Araujo e Will Rodrigues
O Hospital de Cirurgia, localizada na avenida Desembargador Maynard, em Aracaju (SE), está com as portas fechadas para o atendimento externo desde a última quinta-feira (15). Um dos motivos, segundo o hospital, seria a falta de repasse de recursos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que não estariam sendo feitos desde o mês de setembro de 2014, totalizando uma dívida no valor de R$ 12.257.000,00. De acordo com a assessoria de comunicação do Cirurgia, a suspensão dos serviços se aplica aos novos pacientes. “As pessoas que já estão internadas ou que entraram no sistema do hospital até o dia 15 de janeiro continuam com a assistência garantida, mesmo que o atendimento esteja agendado para depois dessa data”, informou o assessor Márcio Alexandre.
Ainda de acordo com a assessoria, não há previsão de data para que os serviços voltem à normalidade, pois a questão “não depende da diretoria, que foi forçada a tomar essa medida”. No entanto, em nota, a Prefeitura de Aracaju garante que já fez os repasses de verba à unidade e tem mantido de forma regularizada para não interromper os serviços, fazendo o repasse financeiro de todos os serviços executados conforme a tabela implantada pelo Ministério da Saúde. A prefeitura reafirma ainda que o montante de dívida divulgado pelo hospital não existe e não corresponde com a avaliação feita pelo município que segue a Portaria do Ministério com rigor.
A prefeitura alega que o hospital entrou com uma ação na Justiça para contestar a portaria 3410 do Ministério da Saúde, em vigor desde 30 de dezembro de 2013 e acatada pelo Município, a qual determina que as verbas para os serviços só devam ser repassadas mediante avaliação quantitativa e qualitativa do serviço. “Já o hospital, quer que o repasse seja feito sem qualquer tipo de avaliação, o que não é correto. É preciso que haja essa avaliação quantitativa e qualitativa para que a verba seja desbloqueada”, disse o subprocurador do Município, Ramon Rocha.
Apesar disso, por decisão da Justiça, o repasse feito regularmente foi bloqueado. A direção do Cirurgia e a SMS chegaram a participar de uma audiência de conciliação e ficou acertado que os dois deverão fazer uma avaliação das contas. Assim que for realizada, o valor deve ser desbloqueado em 48h

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
