Cirurgia recebe recursos, mas funcionários permanecem sem salários
Cotidiano 15/03/2017 11h26 - Atualizado em 15/03/2017 13h06

Por Fernanda Araujo

As internações para realização das cirurgias eletivas do Hospital Cirurgia, em Aracaju (SE), continuam suspensas. Os anestesiologistas que prestam o serviço, através da Cooperativa dos Anestesiologistas de Sergipe (Coopanest), permanecem sem receber o salário de fevereiro, assim como os demais funcionários do hospital.

Em reunião na tarde de terça-feira (14) com o diretor do hospital, Gilberto Santos, no Sindicato dos Médicos, os funcionários decidiram esperar até a próxima segunda-feira (20) por uma posição do hospital quanto aos pagamentos. Caso não haja pagamento, eles avisam que a partir da próxima semana haverá greve geral.

“Ontem doutor Gilberto avisou que estava para entrar dinheiro da Prefeitura de ontem para hoje, se entrasse ia pagar a folha aos coordenadores e uma parte aos médicos que não receberam o décimo e nem janeiro. Vamos esperar”, diz o representante dos funcionários, Cícero de Souza.

No hospital, as consultas no ambulatório estão sendo realizadas, mas os internamentos para cirurgias estão suspensos, ficando restrito apenas para os pacientes já internados.     

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a Prefeitura recebeu na conta um recurso federal na ordem de R$ 2 milhões e 886 mil e já repassou ontem para o hospital, valor referente ao mês de fevereiro, sendo a última parcela. Na semana passada, a SMS repassou para o hospital parcela referente a agosto de 2016, cerca de R$ 530 mil; segundo a assessoria os pagamentos de janeiro e fevereiro estão em dia, faltando setembro, outubro e novembro.

“Estamos em dia na gestão atual e já começamos a pagar a dívida deixada pela gestão passada. Os repasses federais e estaduais não estão em atraso. O que cabe ao Município, que é menos de 10% do contrato, já pagamos. A partir da disponibilidade de recursos vamos fazendo os repasses dos débitos da gestão passada e vamos manter em dia os repasses correspondentes a esta gestão”, disse ontem a assessoria.

Como informou a assessoria do hospital ao F5 News, os pagamentos de salários e aos prestadores de serviços, como é o caso dos anestesiologistas, dependem do repasse, por parte do Município, dos serviços prestados nos meses de setembro, outubro e novembro de 2016 e fevereiro de 2017. A assessoria confirma que entrou um valor na conta do hospital, mas ainda não há informações sobre o valor exato e de como vai ser gasto porque o diretor ainda não se pronunciou sobre o assunto.

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