Cirurgia continua fechado e João diz que não paga nada sem comprovação
Prefeitura de Aracaju já notificou o hospital Cotidiano 19/01/2015 17h50Por Will Rodrigues
O impasse entre a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) e o Hospital de Cirurgia permanece sem previsão de solução e a unidade continua sem receber novos pacientes desde a última quinta-feira (15), sob a alegação de não poder continuar operando enquanto a Administração Municipal não sanar um débito da ordem de R$ 12 milhões, dívida que é contestada pela PMA. Uma reunião entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a direção do Hospital, que aconteceria nesta segunda-feira (19), foi cancelada e uma nova data ainda não foi agendada.
Em nota, a assessoria de comunicação do Cirurgia informou que “discorda da realização de aferições das metas quantitativas e qualitativas dos serviços prestados relativos ao contrato que tem com a Prefeitura Municipal de Aracaju para atender a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O entendimento da Direção da FBHC é o de que os valores pré-pagos, incentivos direcionados pelo Ministério da Saúde, devem ser pagos logo após a prestação dos serviços, até o quinto dia útil do mês seguinte”.
Durante uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, o prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), afirmou que a dívida é inexistente e que não vai efetuar pagamentos de serviços sem que haja comprovação de que foram prestados.
“O Cirurgia tem distorcido os dados reiteradamente; logo nos primeiros meses, quando assumimos, eles insistiam que a dívida da prefeitura era de 17 milhões de reais. O caso foi levado ao Ministério Público, que fez a perícia e concluiu que não eram 17 milhões. Ele errou em apenas 10 vezes menos. Ele quer que nós paguemos serviços que não são comprovados. Pagamos com dinheiro do contribuinte e o povo não vai querer que a gente pague pelos serviços sem comprovar. Não estamos devendo coisa alguma, já estamos a disposição do MPE para provar”, garantiu.
Desde a última sexta-feira (16), a PMA notificou extra-oficialmente o Cirurgia por não ter informado sobre a paralisação antecipadamente.

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