Cinco cidades sergipanas recebem ações contra o Aedes neste sábado
Cotidiano 13/02/2016 09h18Da Redação
Cerca de 700 homens das Forças Armadas brasileiras, além de agentes de saúde, estão em cinco municípios sergipanos neste sábado (13), dia Nacional de Mobilização contra o mosquito Aedes aegypit e o vírus Zika. As cidades escolhidas apresentam maior incidência das doenças transmitidas pelo mosquito e contam com organizações militares instaladas.
As equipes da Força-Tarefa estão em Aracaju, Itabaiana, Lagarto, Estância e Nossa Senhora da Glória entregando panfletos e conversando com a população sobre a importância de não manter criadouros do mosquito em suas casas. Em algumas situações podem ser aplicados larvicidas em depósitos de água nas residências, como caixas d'água. A ação, no entanto, dará prioridade ao diálogo e à informação à comunidade.
Nas casas que estiverem vazias, o material informativo será deixado nas caixas de correspondência. Os donos de estabelecimentos comerciais também serão orientados a fixar cartazes em local visível e de fácil acesso.
O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, participa da mobilização de combate ao Aedes aqui no Estado. Durante a abertura, no 28° BC, no bairro 18 do Forte, zona Norte da Capital, ele convocou a população para eliminar focos do inseto que transmite a dengue, a chinkungunya e o zika. “Essa luta é importante para a nação”, destacou.
A meta é visitar 3 milhões de famílias em cerca de 350 municípios brasileiros. O governo espera distribuir 4 milhões de panfletos pelo país. Trata-se de um guia para eliminar os criadouros do mosquito. Com a hashtag #zikazero, o guia orienta as pessoas a manter as caixas d'água tampadas, os pneus guardados em locais cobertos e secos e os pratinhos de planta cheios de areia.
Outras ações
Estão agendadas para os próximos dias mais ações de combate ao Aedes aegypit. De 15 a 18 de fevereiro, mais de 50 mil homens e mulheres das Forças Armadas vão contar com a colaboração da população para entrar nas casas, eliminar focos do mosquito e aplicar produtos químicos para inibir sua reprodução.
Do próximo dia 19 a 4 de março, as ações serão nas escolas, em uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Educação. “Os alunos são grandes irradiadores, principalmente para as suas famílias, do problema do mosquito e de como combatê-lo. Vamos às escolas, assim como outras autoridades, falar com os alunos para que eles levem essa mensagem às suas casas”, afirmou o chefe do Estado Maior do conjunto das Forças Armadas.
Emergência internacional
No início do mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública em virtude do aumento de casos de microcefalia associados à contaminação pelo Zika. A situação é preocupante, segundo a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, por causa de fatores como a ausência de imunidade entre a população, a falta de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápido e a possibilidade de disseminação global da doença.
Transmitido pelo mosquito Aedes aegypiti, mesmo transmissor da dengue e da chikungunya, o vírus Zika provoca dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. A grande preocupação, no entanto, é a relação entre o Zika e a ocorrência de microcefalia.

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