Chuvas alteram coloração e turbidez de água captada no São Francisco
Cotidiano 03/02/2016 12h22O estado de Sergipe tem recebido chuvas intensas desde o início do mês de janeiro, principalmente a região do Sertão e Baixo São Francisco. De acordo com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHFS), a bacia do São Francisco tem recebido pancadas, tão fortes, como não se via nos nestes últimos 100 anos.
A mudança climática trouxe alívio para os ribeirinhos que enfrentavam a pior estiagem do século, mas, por outro lado, causou contratempos no abastecimento de água. A população tem notado e notificado a alteração na cor e turbidez da água que chega às residências, cujo motivo é, justamente, a alta pluviosidade.
De acordo com a Gerência de Operações da Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso, com as fortes chuvas, a água que tem chegado à Adutora do São Francisco, que abastece 70% da capital sergipana, está apresentando turbidez e cor elevada, dificultando controle estético da água.
“A Deso tem realizado, constantemente, testes para regular a dosagem de aditivos necessários para melhorar o aspecto da água, mas, ao cair de novas chuvas, um grande volume de água volta a inundar o reservatório e desestabiliza a operação. Estamos trabalhando para normalizar esta situação, só não podemos fechar os registros, senão a população fica sem água, por isto, deixamos a água com aquela cor passar”, justifica o diretor de operações da Deso, Sílvio Múcio.
Segundo a gerência de controle e vigilância de qualidade da Deso, apesar da tonalidade amarelada, o problema é de caráter estritamente visual. “A água que está chegando às residências não impõe qualquer prejuízo à saúde pública. Estamos fazendo o devido controle sanitário. Os parâmetros estão dentro da normalidade. Estamos tendo um problema estético apenas”, explica Giovani Silva, gerente do setor.
A água fornecida pela Deso é monitorada desde o manancial até o ramal do imóvel do cliente e passa por análises em laboratório próprio e em unidades laboratoriais terceirizadas com certificações ISO/IEC 17025. Mensalmente, são emitidos relatórios de controle de qualidade para as Coordenadorias de Vigilância Sanitária e Ministério da Saúde.
Previsão
Esta é uma situação temporária, mas a resolução do problema está condicionada ao fator climático. A meteorologista tem previsto tempo instável em Aracaju, no Baixo São Francisco e no Sertão sergipano, fato que afeta diretamente a qualidade da água captada. “Não fosse estas chuvas, indo e voltando, dentro de poucas horas já teríamos normalizado esta situação”, afirma Sílvio Múcio.

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