Chocolate deve ficar longe de cães e gatos, alerta veterinária
Cotidiano 24/03/2016 17h30Por Fernanda Araujo
O chocolate é apetitoso, doce, tem um sabor bastante agradável, mas para os cães e gatos é, literalmente, um veneno. Apesar de, na maioria das vezes, ser inofensivo ao ser humano que não sofre de alergia ou intolerância, esse tipo de guloseima pode causar sérios problemas à saúde dos animais e até levá-los à morte. É o que explica a médica veterinária Juliene Oliveira, clínica de pequenos animais.
O cacau utilizado para a fabricação do chocolate possui uma substância chamada teobromina, com incidências de três até dez vezes maiores que a cafeína, também presente no fruto. Ambas as substâncias no organismo do animal se transformam numa toxina nociva, afetando o seu sistema nervoso.
“A substância tóxica que compete com as transmissões nervosas é a teobromina. É ela que junto com a cafeína causam a intoxicação no animal. As alterações são taquicardia e arritmia e até mesmo crises convulsivas, podendo levar ao óbito do animal. Tal intoxicação dependendo da gravidade pode ser comparada a intoxicação por chumbinho ou plantas tóxicas", esclarece a veterinária.
Além disso, por mínima que seja a quantidade ingerida pelo animal, causa alteração no organismo, afirma Juliene Oliveira, que atualmente se especializa em nutrologia veterinária. “Alguns animais podem não apresentar sintomatologia alguma, já outros podem apresentar sintomas mais severos como gastroenterites hemorrágicas e crises convulsivas”.O chocolate aguça o paladar e o olfato, os pets adoram, mas o malefício causado aos bichos é de difícil reparação. A dose tóxica pode ser de 100 a 175 mg por quilo do animal, explica a médica. Começa a fazer efeito no animal depois de 18 horas da ingestão e podem ficar resíduos no seu organismo por até seis dias.
“Dependendo do volume que o animal coma, a gente tem dificuldade de conseguir controlar os transtornos que a substância causa por ter um efeito muito longo. Não é uma toxina que a gente consiga controlar fácil. O animal vai precisar ficar internado, sob monitoração dos profissionais de saúde, com medicações para controlar toda a sintomatologia, no entanto, mesmo assim pode vir a óbito”, alerta.
Não vacile
Na Páscoa, os donos dos animais não podem vacilar, já que é arriscado deixar o chocolate em ambientes a que o animal possa ter fácil acesso. O ideal é deixar na geladeira ou em locais inacessíveis.
Normalmente, os primeiros sintomas são diarreia, náusea, vômito e sialorréia (salivação excessiva). No entanto, após a ingestão, os animais podem partir imediatamente para sintomas mais graves, como crise convulsiva e gastroenterite hemorrágica. A veterinária adverte aos donos que fiquem atentos aos primeiros sintomas, no entanto, aconselha também que, se ingerido o chocolate, o animal deve ser encaminhado de imediato ao profissional de saúde.
“Não espere aparecer os sintomas. Leve imediatamente ao médico veterinário para, pelo menos, o animal ficar em observação. Pode ser que não aconteça nada, mas se vier a acontecer, o veterinário vai tentar fazer qualquer correção para tentar minimizar todos os sinais clínicos que possa vir a ter. Um dos procedimentos que pode ser feito é a lavagem estomacal, dependendo da quantidade de ingestão, ou somente aplicar medicações que possam neutralizar essa toxina”, diz.
Outro risco é o proprietário não informar ao médico que o animal comeu o chocolate. “Às vezes a pessoa acha que não foi o chocolate, ou esquece de informar. Se o animal tem o hábito de comer chocolate e passar mal, avise ao médico porque as medicações que serão utilizadas são diferentes por esse tipo de intoxicação”, afirma Juliene Oliveira.
Outras opções
Há outras opções para deixar o seus pets felizes. Uma delas é a preferência por petiscos específicos veterinários que têm aroma de chocolate, mas não possuem teobromina e a cafeína. “Esses petiscos só têm o aroma, dá uma falsa sensação que é chocolate, mas não é. É mais viável e saudável”, diz a veterinária, explicando que as guloseimas são feitas com gordura, carboidrato, produtos naturais, mistura de alguns nutrientes e aroma de chocolate, da mesma forma que os feitos de carne e frango, por exemplo.
Outro exemplo são petiscos em forma de pirulito que são feitos de banana e mel. Mas também não se pode exagerar para não causar obesidade aos pets.
Fotos principal e 1: Fernanda Araujo
Foto 2: arquivo pessoal

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