Cerca de 15 mil terrenos estão abandonados em Aracaju
Secretaria de Saúde alerta para risco de focos de dengue nessas áreas Cotidiano 30/03/2015 15h00Por Fernanda Araujo
O índice de infestação do mosquito Aedes Aegypti em Aracaju (SE) é de 2.0, segundo o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2015 divulgado essa semana. Considerado o índice de médio risco ou alerta para a dengue, até o dia 25 de março foram realizadas 803 notificações e 198 foram confirmadas, o que era esperado já que o período é mais propício à doença.
Desde o segundo semestre do ano passado, segundo o secretário de Saúde de Aracaju, Luciano Paz (foto), ações estão sendo intensificadas para combater a dengue na capital, inclusive com mutirões aos fins de semana. No entanto, a população não tem ouvido as orientações dos agentes de saúde e repete as mesmas práticas que causam o aparecimento do foco da dengue.
“Visitamos uma residência e identificamos um foco, ensinamos, orientamos às pessoas daquela residência como evitar aqueles focos, fazemos a desinfecção, acabamos com os focos, colocamos o veneno para que se evite o renascimento do foco; quando voltamos um mês ou 60 dias depois, está lá o foco novamente. Então, existe uma despreocupação do cidadão, por mais que a gente trabalhe não vamos conseguir evitar que se nasçam novos focos se o cidadão na sua residência não auxiliar e se conscientizar”, afirma.
A dificuldade também é quando há casas fechadas. O secretário explica que, nessa circunstância, o proprietário é procurado para identificar eventuais focos naquela residência e, se for o caso, providenciar o fumacê. Mas a preocupação maior são os terrenos abandonados, visto que neles é comum haver poças de água. Já foram identificados pelas secretarias da Saúde e do Meio Ambiente cerca de 15 mil terrenos nessa condição na capital.
“Os proprietários de casas ou terrenos abandonados são sujeitos à multa. A Secretaria de Meio Ambiente está fazendo um trabalho muito grande com relação a isso. Os proprietários serão notificados a cercarem, capinarem e a limparem esses terrenos para evitar que se acumulem entulhos e lixo; caso não cumpram, serão multados até que regularizem a situação. Estamos fazendo a nossa parte, mas dependemos de que o cidadão se conscientize que ele faz parte efetiva do processo. Não conseguiremos ter resultados se a população não participar efetivamente”, reafirmou.
Foto: Fernanda Araujo/F5 News
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