Centrais sindicais realizam paralisações e protestos em todo o país
Em Sergipe, as ações são nas áreas da Petrobras e da Votorantim
Cotidiano 16/08/2016 08h18

Da Redação

Na manhã desta terça-feira (16), as centrais sindicais realizam um dia nacional de mobilização, com paralisações e protestos contra os projetos de reforma trabalhista do governo, as terceirizações, as privatizações e a reforma da previdência. A CSP-Conlutas, Central Sindical e Popular, realiza em Sergipe protestos nas áreas da Petrobras (com concentração no Tecarmo e em Carmópolis) e na fábrica de cimento Cimesa, do grupo Votorantim, no município de Laranjeiras.

Os trabalhadores fecharam todos os acessos para a cidade de Carmópolis (foto). Quem segue da região de Aguada e General para o município não consegue passar. Na manifestação, também foi proibida a entrada e a saída dos trabalhadores na unidade Cemon, segundo informações da categoria ninguém sai e nem entra.

“Os trabalhadores brasileiros vêm sofrendo sérios ataques aos seus direitos, salários e empregos. O governo Temer quer aplicar e aprofundar projetos que Dilma iniciou. São projetos que recebem o apoio do Congresso Nacional, de empresários, banqueiros e do agronegócio. Esta é a forma que encontraram para jogar o peso da crise econômica das costas dos trabalhadores. Basta olhar para o desemprego que já atinge 12 milhões de pessoas no país”, afirma Djenal Prado, da coordenação estadual da CSP-Conlutas.

Bruno Dantas, diretor do Sindipetro AL/SE, afirma que o governo e a Diretoria da Petrobras querem vender as reservas do pré-sal, dos campos terrestres, e das águas rasas, as plataformas, as instalações terrestres, as refinarias, a Transpetro e a BR Distribuidora. “Para enfrentar essa privatização, assim como o desmonte dos serviços públicos, a venda dos Correios e da Caixa Econômica, é dever das principais centrais sindicais do país fazer esse dia nacional de luta avançar para uma greve geral de toda a classe trabalhadora brasileira”.

Para ele, essas medidas representam ataques à soberania nacional. “Representam um avanço na recolonização do Brasil. É isso o que significa transformar o país em mero produtor e exportador de óleo e importador de derivados.  A ofensiva neoliberal dos governos, de FHC, a Lula, Dilma e agora Temer, querem que o Brasil volte para o tempo do Pau Brasil”, afirma o dirigente sindical.

Diversas mobilizações ocorrerão em todo o país. Em São Paulo, um ato em unidade acontecerá em frente à Fiesp, na Avenida Paulista, a partir das 10h.

Para a CSP-Conlutas, este é um primeiro passo para a preparação de uma grande Greve Geral no país. “As mobilizações, paralisações e protestos devem apontar para os trabalhadores que precisamos fortalecer a unidade e lutar mais para derrotar os planos do governo Temer e derrubar o próprio governo. Mas, diferente de outras centrais como CUT e CTB, a CSP-Conlutas quer fora Temer, mas não quer a volta de Dilma, por entender que ela começou a aplicar os planos que Temer tenta aprofundar neste momento”, conclui Djenal.

Com informações da Assessoria de comunicação Sindipetro

Foto: internauta

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