Centrais sindicais protestam contra parcelamento de salários
Medida irá atingir parte dos servidores do Estado de Sergipe Cotidiano 29/07/2015 16h03Da Redação
O Governo do Sergipe informou que mais uma vez irá parcelar o pagamento dos salários dos servidores estaduais. Medida semelhante ocorreu no mês de outubro do ano passado e volta a gerar insatisfação nos trabalhadores.
Apenas parte dos servidores sofrerá o parcelamento. Os vencimentos referentes ao mês de julho começam a ser pagos amanhã (30), de forma integral, para os funcionários da Secretaria de Estado de Educação, e na sexta-feira, dia 31, os pensionistas e servidores lotados na Secretaria de Estado de Saúde, Detran, Jucese, Adema, Segrase, Ipesaúde, Sergipeprevidência e Fundações de Saúde.
Já os servidores lotados nas demais secretarias, além de Emdagro, Cehop, Codise, Cohidro, Emgetis, Emsetur, Pronese, demais autarquias, aposentados e pensionistas especiais recebem até o limite de R$ 2 mil na sexta-feira (31). Os valores que ultrapassam esse limite serão pagos até o dia 11 de agosto.
CUT/SE
Por intermédio de um blog, o vice-presidente da Central Única de Trabalhadores de Sergipe (CUT/SE), Roberto Silva, disse que com essa medida o Governo tenta desmobilizar os servidores, após serem anunciadas paralisações para os dias 4 e 11 de agosto. “Esperamos que o movimento unificado dos sindicatos possa se fortalecer, pois os servidores não aceitam nem engolem mais o discurso falacioso de falta de dinheiro. No jogo do governo Jackson, só falta dinheiro para valorizar os servidores, mas não falta para o pagamento dos bondosos salários dos cargos comissionados”, reclamou.
Silva destacou ainda que o parcelamento só traz prejuízos para servidores em atividade e aposentados, e questiona a necessidade da medida. “É estranho o Estado fechar o quadrimestre de janeiro a abril com um superávit de R$ 62.519.465,30, apresentar crescimento nas receitas mês-a-mês, não dar aumento de salário há três anos e anunciar um parcelamento absurdo”, disse.
Sintese
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública de Sergipe (Sintese) também se manifestou e disse que a “divisão dos salários, é uma manobra para arrefecer a luta dos trabalhadores”.
Para o Sintese, em um cenário onde os trabalhadores estão lutando por revisão salarial (no caso dos professores, revisão do piso prevista em lei federal), essa postura do governo seria uma manobra para manipular a opinião pública, pois ao dividir os salários passa a impressão de que não há dinheiro. "Mas ao mesmo tempo o Diário Oficial mostra praticamente todos os dias novas nomeações de cargos em comissão", questiona a entidade.
Adepol
Também como forma de protesto os delegados iniciaram na manhã de hoje (29), a “operação parcelamento” em resposta à atitude do governo, bem como pela falta de diálogo com a categoria e atraso no repasse salarial.. Segundo o presidente da Associação de Delegados de Polícia Civil do Estado de Sergipe (Adepol/SE), Paulo Márcio Cruz, a ação irá durar até que os salários sejam pagos de forma integral.
Durante a operação apenas os trabalhos de lavratura de prisão em flagrante, apreensão de menor infrator e guia de perícia estarão sendo prestados. As visitas aos presos serão suspensas e as intimações, canceladas.
*Com informações da CUT/SE e Sintese

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