Cavo desiste de novo contrato emergencial para coleta de lixo em Aracaju
Cotidiano 25/02/2017 09h37 - Atualizado em 25/02/2017 09h43

Por F5 News

A Cavo Empreendimentos informou, por meio de nota, que desistiu de participar da concorrência para escolha da empresa que vai assumir os serviços de limpeza urbana em Aracaju. O atual contrato da empresa termina no dia 5 de março e a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) já fez o chamamento público para seleção de uma nova prestadora através de mais um contrato emergencial com validade de seis meses.

No documento, a Cavo afirma ter observado irregularidades do edital, entre elas, a ausência de informações e prazos “suficientes para que seja apresentada uma proposta justa que ofereça eficiência e qualidade na realização dos serviços”.

A Cavo diz ainda que o novo processo seletivo ocorre de forma “atropelada” e sem requisitos legais necessários. “A empresa estranha que a administração municipal não tenha seguido orientação do Ministério Público Estadual, para que a contratação emergencial seja realizada em um período mínimo de 30 dias, evitando assim problemas ou interrupções na coleta do lixo”, destaca a nota.

Em entrevista coletiva, nesta sexta-feira (24), o presidente da Emsurb, Mendonça Prado, disse que o processo está sendo conduzido com total transparência sob os olhos do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A nova empresa deve assumir os serviços no dia 6 de março. “Eu garanto que, em 15 dias, a cidade estará limpa como sempre foi”, declarou.

Até a sexta, 16 empresas já tinham enviado proposta para assumir os serviços. O Ministério Público informou que também acompanha a contratação e, embora a prefeitura tenha descumprido a recomendação de realizar o chamamento num período de um mês, vai aguardar o fim do prazo concedido à Emsurb, no próximo dia 8 de março, para analisar a documentação e definir as providências que serão adotadas sobre a questão.

A Cavo assumiu os serviços de limpeza urbana em Aracaju no mês de março de 2016 após vários problemas contratuais da antiga empresa, Torre, que levaram à interrupção dos serviços diversas vezes. Com a Cavo, o cenário não foi muito diferente. As dívidas da Prefeitura que chegaram a casa dos R$ 25 milhões também provocaram a suspensão do serviço várias vezes no último ano, a mais recente terminou neste sábado (25).

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