Categorias encerram greve, mas ainda insatisfeitos
Cotidiano 01/07/2014 08h26Por Elisângela Valença
Hoje (1º) é o dia limite para aprovação de reajustes salariais para o serviço público estadual por conta das Eleições. Algumas categorias que estavam em greve e negociação salarial encerram o movimento paredista, mas ficarão de olho na Assembleia Legislativa de Sergipe para a aprovação de projetos de lei que tratam do tema.
É o caso do professores da rede estadual de ensino. A categoria decidiu, em assembleia geral realizada ontem, volta ao trabalho a partir de amanhã (2). “Voltaremos ao trabalho amanhã para acompanharmos a tramitação do projeto de lei apresentado pelo governo para garantir a reestruturação da nossa carreira”, disse Roberto Silva, diretor do Departamento de Base Estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese).
Segundo ele, o projeto criado pelo Governo apresenta problemas. “O texto do projeto não deixa claro tudo que a gente precisa para a reestruturação da carreira. Enviamos emendas ao texto e esperamos que o Governo as tenha feito. Do contrário, vamos recorrer aos deputados para que as façam. Por isso, vamos acompanhar a votação de hoje”, explicou.
O que os professores querem é a retomada dos percentuais de carreira de 2011, que não foram pagos em 2012; garantia do piso nacional da categoria para todos os níveis da carreira de professor e a diferenciação salarial de 40% entre o professor de nível médio e de nível superior. “Estamos confiantes por conversamos com a PGE [Procuradoria Geral do Estado], que não apontou problemas no projeto”, comentou.
Agentes penitenciários
A greve dos agentes penitenciários já havia acabado na semana passada por questões jurídicas. “Nosso movimento foi considerado ilegal e poderia ainda ser considerado abusivo. Por isso, a categoria resolveu retornar às atividades”, explicou Getúlio Barros, que compôs a comissão de negociação da categoria.
Os agentes se reuniram em assembleia geral para avaliar a proposta apresentada pelo governo. “O sentimento foi de decepção. A proposta não atende nem à metade das nossa expectativas. Não houve anúncio sequer de investimentos em condições de trabalho”, disse.
Segundo ele, há uma idéia, ainda não oficial, de se fazer concurso público, mas sem garantias. Getúlio lembra que o Estado precisa de, no mínimo 800 agentes prisionais. “Atualmente, somos 605, dos quais 380 estão em desvio de função, distribuídos em diversas secretarias e órgãos do Estado. Um completo absurdo”, disse Getúlio.
Informação desmentida pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc), através da Assessoria de Comunicação. O assessor Marinho Tiba não confirma o número, mas disse que todos os servidores que estavam em outras funções estão retornando à atividade original de agente penitenciário.

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