Caso Zé Augusto: SSP e MPE permanecem em silêncio
Órgãos só vão se pronunciar ao final das investigações
Cotidiano 17/10/2014 11h20

Por Elisângela Valença

Na madrugada da última quarta (15), o ex-presidiário José Augusto Aurelino Batista (o Zé Augusto, como era conhecido) morreu numa operação policial para prendê-lo, na cidade de Poço Verde (SE). As informações da polícia são de que houve troca de tiros, mas parentes de Zé Augusto dizem que, na verdade, aconteceu uma execução.

Segundo Alex Batista, irmão de Zé Augusto, em entrevista à Rádio Liberdade FM, os policiais chegaram fortemente armados, derrubaram o portão da casa, invadiram a residência e executaram Zé Augusto. “Não houve tempo sequer para uma reação, não mostraram mandado, documento nenhum. Eles chegaram a fazer uma ligação e disseram ‘o serviço já foi concluído’”, contou.

Ele disse que a cidade de Poço Verde é tranquila e que a população está assustada com o que aconteceu porque gostava muito de Zé Augusto. “O velório parecia de gente famosa de tanta gente que tinha”, comentou. José Augusto foi preso pela primeira vez no mês de abril de 2013. Na oportunidade, ele já era apontado como o líder de um grupo de extermínio que vinha atuando na cidade de Poço Verde e que tinha cometido pelo menos 13 assassinatos.

Durante o velório, a Divisão de Direitos Humanos da Polícia Federal (DDH/DPF) chegou e recolheu o corpo de Zé Augusto. A DDH, que é ligada ao  Departamento de Polícia Federal (DPF), em Brasília, foi acionada pelo Ministério da Justiça porque o promotor público de Poço Verde, Lúcio José Cardoso, pediu a investigação sobre a morte do ex-presidiário.

A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) informou, através da Assessoria de Comunicação, que não vai se pronunciar. Também através da Assessoria de Comunicação do Ministério Público Estadual (MPE), o promotor Lúcio José informou que também não vai se pronunciar por estar num momento muito delicado.

Em nota, a Assessoria de Comunicação do DPF esclareceu que "Por determinação do Diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal em Brasília, foram acionados Policiais Federais da Divisão de Direitos Humanos, para atender à demanda do Ministério Público de Sergipe, na realização de exames periciais no local do crime e necropsia, relacionados a morte de José Augusto Aurelino Batista". 

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