Carne Fraca: Vigilância Sanitária pode inspecionar produtos em Sergipe
Superintendência do Ministério da Agricultura no estado já coleta amostras
Cotidiano 23/03/2017 12h53 - Atualizado em 23/03/2017 16h30

Por Fernanda Araujo

Produtos alimentícios de origem animal podem ser fiscalizados nos estabelecimentos comerciais em Sergipe pela Vigilância Sanitária do Estado. O órgão ainda não foi orientado pela Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) para analisar as amostras, mas é possível que sejam investigadas.

A preocupação surge sobre as 21 marcas investigadas pela Polícia Federal, na Operação Carne Fraca, deflagrada na sexta-feira (17), no Paraná, em outros cinco estados e no Distrito Federal, que apresentaram problemas na qualidade dos produtos.

No último dia 21, a Anvisa emitiu nota informando que enviou ofícios a PF e ao Ministério da Agricultura pedindo informações sobre as empresas, produtos, lotes, datas de fabricação e laudos de análises que tenham sido realizadas com o objetivo de orientar as vigilâncias estaduais e municipais para realizar a atividade fiscalizatória em pontos de varejo.

“A Anvisa está aguardando resposta. Até lá estamos de mãos atadas, sem essas informações não temos condições de fazer uma fiscalização genérica de todos os produtos, carnes, laticínios. Como são 21 empresas, a gente tem que focar a ação nelas. Apenas dois laudos foram elaborados pela PF, fica difícil a gente trabalhar”, afirma o diretor da Vigilância Sanitária do estado Antônio de Pádua.

Segundo o diretor, por enquanto a orientação para as 75 vigilâncias municipais do estado é que, ao fazer a fiscalização de rotina, dê atenção especial aos produtos das empresas citadas na operação verificando se há irregularidades como falta de informação no rótulo, validade vencida e cor da carne de aspecto ruim. Caso encontre alguma irregularidade, deve informar a vigilância do estado para que o produto seja recolhido e analisado em laboratório. Em caso de produto estragado a sansão é aplicada de imediato.

O órgão pede ainda a colaboração do consumidor. “Verifique no frigorífico, supermercado e feiras se os aparelhos de refrigeração estão desligados, produto estragado, se a temperatura não está ideal. Denuncie no Procon ou na Delegacia de Defesa do Consumidor, não aceite a troca por outro produto. Independente da Operação, nós continuamos fiscalizando no dia a dia”, acrescenta Pádua.  

O Ministério da Agricultura em Sergipe está realizando uma inspeção, em regime especial, focada nos produtos das empresas investigadas "para separar o joio do trigo”, segundo o superintendente José Everaldo.

A fiscalização deve durar dois dias em empresas distribuidoras de produtos de origem animal da capital, da Grande Aracaju e do interior do estado. Os produtos a serem coletados são: linguiça, salsicha, presunto, apresuntado, mortadela, hambúrguer, bacon, carne congelada de frango com ou sem osso, carne congelada de peru com ou sem osso, frango inteiro congelado, frango inteiro resfriado, queijo mussarela e mel. 

As amostras coletadas serão enviadas para um laboratório do Ministério da Agricultura em Pernambuco. De posse do resultado, os fiscais devem levar a informação para a PF e o Ministério. O consumidor também pode informar a Superintendência se encontrou produtos de alguma empresa investigada que estejam irregular, através do telefone (79) 3215-4900.

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