Capital e Grande Aracaju registram 233 assaltos a ônibus em 68 dias
Cotidiano 11/03/2014 16h30

Por Will Rodrigues

Além da possibilidade de aumento da tarifa de ônibus e da superlotação nos carros, o maior problema enfrentado pelos usuários do transporte público de Aracaju é a insegurança. Uma dificuldade dividida com os rodoviários, que convivem diariamente com o perigo de serem assaltados, em seu posto de trabalho, a qualquer momento. Só esse ano, já foram registrados 233 assaltos na capital e grande Aracaju; nos primeiros dez dias de março as ocorrências já chegam a 33.

Os números são considerados altos, em relação ao ano passado, para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Aracaju (Sintra), Miguel Belarmino (foto abaixo),  que analisa os constantes assaltos como um problema que já não é mais responsabilidade da Polícia Militar. “Não adianta nada a polícia prender os meliantes e a justiça soltar com dois ou três dias. A situação está assim por conta do Poder Judiciário”, opina.

Ainda segundo Belarmino, hoje os rodoviários estão receosos de desenvolver as suas atividades laborais, o que tem gerado inclusive o pedido de demissão por parte de alguns funcionários, além da dificuldade das empresas em fazer a contratação de pessoal. “É complicado você ouvir a história de uma criança de oito anos de idade que pediu para que o seu pai, que é rodoviário, não fosse trabalhar porque ele poderia levar um tiro”, diz.

Para o presidente do Sintra, as empresas de ônibus também possuem uma parcela de responsabilidade no que se refere ao número crescente de roubos. “Hoje, nem todos os carros possuem cofres, além disso todos os ônibus têm publicidade na parte de trás e esses fatores acabam motivando os ladrões a agirem mais ainda”, diz o sindicalista, para quem a implantação do sistema de bilhetagem eletrônica vai contribuir para a redução dos registros de casos.

Entre os usuários do transporte coletivo, há que acredite quem não existem responsáveis pela violência nos ônibus, mas órgãos e autoridades que precisam agir a fim de promover o controle dela. “Acho que a violência, como um todo, é algo que acompanha o crescimento de uma cidade. Infelizmente, onde existem pessoas, automaticamente, meliantes são atraídos.”, pontua o estudante Jonatan Santana, que já foi vítima de assaltantes duas vezes dentro de coletivos em Aracaju.

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