Campanha leva população a fazer testes de Aids e Sífilis, em Aracaju
Sergipe registra 3.831 casos desde 1987 até novembro de 2014
Cotidiano 01/12/2014 12h00

Por Fernanda Araujo

Hoje (01) é o Dia Mundial de Combate a Aids  e a Unidade Móvel da Secretaria de Estado da Saúde (SES) disponibiliza, até às 16h, os testes rápidos para o diagnóstico do HIV e Sífilis na praça General Valadão, Centro de Aracaju (SE). Até o próximo dia 5 de dezembro, a campanha para o uso da camisinha da secretaria oferece ainda, na capital e no interior do estado, palestras educativas nas escolas, empresas e comunidades.

A maioria das pessoas está fazendo o teste pela primeira vez. Mas esse não é o caso do senhor Edmilson Correia dos Santos, que verifica a saúde pela terceira vez. “É muito importante para a nossa saúde, o trabalho deles é muito bom. Sempre me preocupo em usar camisinha, em me preservar”, diz.  

Até o momento, cerca de 20 pessoas foram atendidas, mas a previsão é que esse número aumente para 400 exames de HIV e Sífilis. Segundo o psicólogo e supervisor técnico José Augusto de Oliveira, a campanha e esses testes são feitos anualmente nas unidades de saúde e nos CTAs (Centro de Testagem e Aconselhamento) ou na unidade móvel. “O teste é simples, sem burocracia. Apenas preenche uma ficha, é sigiloso e anônimo. O resultado sai em 15 minutos, só é uma furadinha no dedo”.

Havendo o resultado positivo, a pessoa é encaminhada a alguma unidade de saúde e recebe acompanhamento. A pessoa faz exames complementares e recebe acolhimento, como apoio psicológico. “No Cemar – ambulatório de especialidades – tem equipe completa com psicólogo, enfermeiro, infectologista, assistente social e atendentes. Tem casos que não é necessário fazer tratamento porque a pessoa é portadora, transmissora, mas a doença ainda não apareceu; de qualquer forma, ela precisa estar vinculada a esse serviço para fazer avaliações periódicas”, explica José Augusto.

Dados da SES apontam que, no Brasil, 718 mil pessoas vivem com HIV/Aids; 150 mil devem ter o vírus e não sabem. A média anual de casos novos dessa doença no país é de 35 mil a 39 mil. Em Sergipe, foram registrados 3.831 casos desde 1987 até novembro de 2014. A média anual de casos novos no estado subiu de 317 (em 2013) para 326 (em 2014); óbitos (1.135); crianças diagnosticadas (98); óbitos em crianças (22). A faixa etária mais atingida é de 20 a 49 anos e as cidades com maiores números de casos são em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Itabaiana, Estância, São Cristóvão e Lagarto.

“O crescimento que era previsto para muito mais casos foi diminuído. Mas, à medida que a gente facilita o acesso ao teste, a gente começa a achar os resultados. Na Copa do Mundo, de 2 mil exames deram 60 casos soropositivos, em Salvador. Ou seja, se essas pessoas não tivessem tido acesso, até hoje estariam sem saber. A maioria dos casos de Aids ainda é em homem, mas hoje está crescendo muito entre as mulheres, principalmente, as casadas. No começo da Aids era 40 homens para uma mulher, hoje está quase igual”, alerta José Augusto.

Fotos: Fernanda Araujo

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