Campanha Janeiro Roxo alerta sobre a Hanseníase
Cotidiano 22/01/2017 15h10Durante muitos anos, o véu do preconceito e da desinformação colocou pessoas que contraíam a Hanseníase (que antigamente era nomeada de Lepra) à margem da sociedade. Só depois de muitos anos e vários estudos, foi comprovado que a maioria das pessoas é resistente ao bacilo e não o desenvolve.
Com o intuito de conscientizar a população para a prevenção e o tratamento correto da Hanseníase, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Janeiro Roxo”, com ações educativas para alertar sobre a doença em todo território brasileiro.
No ano passado, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) notificou 289 novos casos da doença em Sergipe, sendo que 21 deles foram relacionados a menores de 15 anos.
O médico infectologista da SES, Marco Aurélio Góes, explica que, durante muitos anos, as pessoas com Hanseníase eram mantidas afastadas do convívio social.
“A Hanseníase é uma doença milenar. O nome de Lepra ainda é chamado em alguns países. Antes de descobrir que era uma doença infectocontagiosa, ela esteve ligada a muitos estigmas, como uma doença do pecado. As pessoas eram praticamente retiradas dos seus domicílios e ficavam em colônias com outros infectados. Estavam tão à margem da sociedade que acabavam casando entre si e construindo famílias nesse ambiente”, relata.O infectologista explica que essa doença é causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae, um parasita que ataca a pele e nervos periféricos. Ele pode afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos. Não é, portanto, hereditária.
“Normalmente, os primeiros sintomas da doença é o aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações podem ser outros sintomas. Essas manchas aparecem em lugares onde a pessoa não tem suor, porque a doença mexe com as glândulas sebáceas. Na maioria das vezes, a pessoa sente dormência no local ou coceira constante”, enfatiza Marco Aurélio Góes.Tratamento
A gerente do Núcleo de Doenças Transmissíveis da SES, Mércia Feitosa, explica que “o tratamento da Hanseníase é via oral, constituído pela associação de dois ou três medicamentos, sendo denominado de poliquimioterapia. É importante também que as mães vacinem seus filhos com a BCG nos primeiros meses de vida. Se a pessoa contraiu a doença, é importante que os familiares tomem a segunda dose da BCG”, alerta a gerente.Ela explica que aproximadamente 95% dos parasitas são eliminados na primeira dose do tratamento, já sendo incapaz de transmiti-los a outras pessoas. Por isso, é fundamental fazer o tratamento corretamente, que é gratuito e fornecido pelo Ministério da Saúde para todos os Estados.
“A adesão ao tratamento garantirá a cura da doença e a prevenção de complicações pertinentes”, relata Mércia Feitosa.
Fonte: SES
Fotos: arquivo SES

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos



