Câmeras da Polícia Militar estão sem funcionar no Centro de Aracaju
PM diz que problema foi provocado pela Emurb e aguarda solução
Cotidiano 26/11/2015 17h43

Por Aline Aragão

Há pouco mais de uma semana a Prefeitura de Aracaju, através de Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), fez um desserviço à sociedade retirando dois postes que sustentavam os retransmissores das câmeras responsáveis pelo monitoramento eletrônico no centro comercial da capital sergipana.

Sem os retransmissores, as 19 câmeras ficaram inutilizadas, um prejuízo sem tamanho, na ótica do tenente-coronel Paulo Paiva, relações públicas da Polícia Militar (PM). “O monitoramento permite que apenas dois policiais cuidem de uma área imensa, de forma criteriosa, além de dar condições para a prevenção de crimes, permitindo também que a polícia se antecipe aos fatos. Sem o serviço, quem perde é a sociedade”, analisa.

A princípio, o Programa de Monitoramento Eletrônico Digital Urbano foi implantado no Centro Comercial de Aracaju (SE) no ano de 2009, através de um convênio entre Governo do Estado e Governo Federal, se estendendo posteriormente para vários pontos da cidade. As câmeras servem como os olhos da polícia, identificando os suspeitos de crime com maior rapidez e direcionando o efetivo para o local mais exato possível. Trata-se de um projeto moderno e atualizado, que possibilita oferecer às forças policiais o uso de tecnologia de ponta.

De acordo com Paiva,a polícia não foi consultada pela empresa sobre a retirada dos postes, e que só teve conhecimento quando o serviço parou de funcionar. “O sistema caiu de repente e, quando fomos investigar, descobrimos que os postes tinham sido removidos”, lamentou, acrescentando que a Corporação possui o ofício que autoriza a instalação dos equipamentos nos postes.

Sobre a segurança na região, Paiva destacou que a PM está com o projeto Comércio Seguro devido às festas de final de ano; com isso, o policiamento ostensivo na região foi intensificado. Mas mesmo assim, segundo ele, as câmeras fazem muita falta para o trabalho policial. “Esperamos que as providências sejam tomadas o quanto antes por quem causou o problema”, disse.

Emurb

Segundo a assessoria da Empresa Municipal de Urbanização, o órgão cumpriu uma determinação do Ministério Público Estadual (MPE), movida através de uma Ação Civil Pública, que solicitava a retirada dos postes, porque estes bloqueavam a calçada, impedindo o livre acesso de quem transita pelo local.

Diante do problema gerado com a segurança pública, a Emurb informou que está em contato com o Comando da Polícia e com a empresa que implantou os postes, a fim de viabilizar uma solução para o impasse.

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