Bolsistas ocupam reitoria da UFS por atraso nas bolsas de assistência
Cotidiano 19/02/2016 09h30

Da Redação

Desde a tarde desta quinta-feira (18) um grupo de estudantes bolsistas da Universidade Federal de Sergipe ocupou a sala da reitoria para cobrar o pagamento das bolsas de assistência estudantil que estão atrasadas, algumas desde dezembro. Eles reivindicam também outras pautas, como a isenção do restaurante universitário para os alunos cotistas ou bolsistas, residência universitária dentro do campus, expansão do restaurante para todos os campi, entre outras. Na manhã desta sexta-feira (19), os bolsistas participam de uma reunião com o reitor da UFS, Ângelo Roberto Antoniolli.

Alguns estudantes relatam que estão ameaçados de despejo por atraso no pagamento do aluguel. Eles pedem que, enquanto a residência universitária no campus não seja construída, os contratos de aluguel sejam de responsabilidade da universidade. Quanto aos bolsistas que recebem bolsa-moradia no valor de R$ 200  para custear aluguel, água e luz, eles também se sentem inseguros por conta dos atrasos.

Os bolsistas que recebem auxílio transporte, manutenção acadêmica, apoio pedagógico e bolsa PRODAP (Programa de Apoio do Desenvolvimento da Aprendizagem Profissional) relatam que não há condições de ir para a sala de aula sem dinheiro para a passagem e para custear materiais como cópias de apostilas.

Na última segunda-feira (15), os estudantes fizeram um ato para cobrar da reitoria esclarecimentos sobre os atrasos. A assessoria do reitor informou aos estudantes presentes que o atraso ocorreu no repasse do MEC para a universidade, mas que o problema já tinha sido resolvido e as bolsas seriam pagas até a quarta-feira (17). No entanto, apenas alguns pagamentos foram feitos nesta data, sendo alguns deles incompletos. A grande maioria ficou sem receber.

Na tarde desta quinta-feira, os estudantes voltaram a se reunir com a assessoria do reitor, que informou que houve um erro no processamento do pagamento por parte do banco e que acredita que na segunda ou na terça deva cair na conta dos bolsistas. Sem confiança de que receberão os pagamentos atrasados, os bolsistas decidiram manter a ocupação até terem suas reivindicações atendidas.

O atraso nos pagamentos das bolsas de assistência estudantil é também consequência dos cortes no orçamento da educação por parte do governo Dilma, que foram anunciados em 2015 já em mais de R$ 10 bilhões.

Entendendo que a universidade deve garantir a permanência dos estudantes na instituição, os bolsistas informam que a ocupação resistirá até conseguir que a reitoria assuma o compromisso de atender as suas pautas de curto, médio e longo prazos.

*Com informações da assessoria de comunicação.  

Foto: cedida pelos bolsistas

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